Quem é apaixonado por Harley tem milhões de motivos para ser orgulhar da sua paixão. O ronco do motor, a história de quase cem anos, a infinidade de acessórios para incrementar a máquina, o estilo estradeiro da motocicleta são algum exemplos. Mas o que o harleyro se orgulha mesmo é a capacidade que a Harley tem de provocar interação entre as pessoas.
O engenheiro civil Carlos Juliano Budel, 46 anos, que viaja com amigos mas não pertence a nenhuma associação específica, enfatiza a atração que a moto gera nas pessoas, fato muito percebido nas viagens. ‘‘Quando a gente chega em algum lugar, principalmente em cidades pequenas, no Brasil ou no exterior,as pessoas vêm nos rececpcionar, indicam hotéis, nos acompanham pelas ruas e fazem a maior festa por causa das Harleys.’’
O empresário Antônio Carlos de Oliveira filho fica impressionado com a capacidade que a Harley tem de proporcionar o início de novas amizades. ‘‘Basta a gente parar um pouco numa rua que um monte de gente vem conversar, se informar, contar histórias. A gente vai conhecendo as pessoas e fazendo amizades’’.
Diferente do esteriótipo apresentado em alguns filmes, um bom harleyro está longe de ser arruaceiro, bagunceiro e irresponsável. Tanto que para ser membro da Associação Cavaleiros de Aço, é preciso passar pelo crivo dos integrantesque, entre outros fatores, analisam muito o caráter e a responsabilidade do candidato. ‘‘Além de ter uma Harley-Davidson, claro, tem que ser companheiro, amigo, não criar confusão no grupo e gostar de viajar bastante’’, avisa o presidente da associação, Edward Kruszte.

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