Segundo o coordenador do curso Técnico em Manutenção Automotiva do Senai Londrina, Edison Bonifacio, os cilindros usados no armazenamento de gás natural veicular não trazem nenhum tipo de emenda, além de terem uma espessura reforçada, de 8 mm, maior que os botijões de gás de cozinha, que normalmente têm de 1 mm a 2 mm de espessura. "Por isso nunca é recomendado o uso de gás de cozinha no carro", alerta.
Bonifacio, explica que o cilindro é acoplado geralmente no porta-malas ou debaixo do veículo - em caso de modelos mais altos - de forma a ficar longe do escapamento. Uma válvula de abastecimento liga o cilindro ao motor. "Ao abastecer, a primeira coisa que o frentista faz é abrir o capô e conectar no veículo o cabo terra que sai da bomba do posto, para descarregar a estática e evitar incêndio. Em seguida, ele destampa a válvula e abastece o veículo com gás natural por pressão", ensina o coordenador. Ele lembra que os veículos adaptados contam com uma chave seletora para acionar o sistema, normalmente fixada sob o volante.
Para Bonifacio, só é válido usar o GNV se o motorista rodar grandes distância diárias. "É preciso ver o custo-benefício da instalação do kits, que custa, em média, R$ 5 mil para carros com injeção eletrônica. Compensa para viagens longas, quando o proprietário anda mais de mil quilômetros por mês", diz o coordenador, informando que o GNV rende melhor em veículos com motor a álcool, de alta compressão. (M.G.)

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