As evoluções tecnológicas, de design e desempenho dos automóveis ao longo da última década são crescentes e altamente divulgadas no Brasil. A cada geração, mesmo os modelos populares ganham em segurança, economia e beleza. E essas inovações não são restritas às quatro rodas, alcançam também o segmento de motocicletas. A linha CG, da Honda, líder absoluta em vendas é prova viva das melhorias implementadas pelo mercado de duas rodas.
Só no primeiro semestre deste ano a linha ultrapassa as 260 mil unidades vendidas, liderando o mercado com folga, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O modelo de 150 cilindradas registra 169.511 emplacamentos, somados às 90.765 de 125 cilindradas. Lançada em 1976, a CG está em sua oitava geração e acumula pioneirismos.
Alfredo Guedes, supervisor de relações institucionais da Honda, lembra que a CG nasceu no dia 4 de novembro de 1976 e já vendeu mais de 10 milhões de unidades. A primeira versão, de 125 cilindradas, era chamada de CG bolinha, em virtude dos faróis redondos. Ela foi a primeira motocicleta produzida em grande escala no Brasil com motorização de quatro tempos. Começam aí seus marcos.
"Em 1981, foi a primeira motocicleta do mundo a ser movida a álcool; em 1988 lançamos uma versão específica para uso profissional, a CG Cargo, com bagageiro apropriado para receber o baú", detalha Guedes. No ano seguinte, 1989, a CG 125 ganhou a versão Today, primeira a usar sistema de ignição eletrônica CDI. E em 1994 nasceu o que é hoje o carro-chefe da família, a CG 125 Titan.
"Também foi a primeira a segmentar a linha por versões, em 2000, quando apresentou opções de partida com pedal e elétrica; a partir desse ano veio o freio a disco", diz o supervisor da Honda. Em 2004 surgiu a motorização 150, mas a 125 persistiu, ressurgindo no ano seguinte como Fan. No mesmo ano, a montadora japonesa criou uma versão tunada de fábrica, chamada de CG 150 Sport. "Ela tinha motor potente, mais de 15 cv, rodas de liga leve e uma posição mais esportiva de direção", diz Guedes.
Em 2009, a CG ganhou injeção eletrônica, sendo a primeira moto de baixa cilindrada a ter o sistema no Brasil. Em 2010, novamente inovando no segmento, foi a primeira do mundo a contar com sistema de abastecimento flex, em consonância com as necessidades do mercado brasileiros.

MERCADO
Na opinião de Alfredo Guedes, o pioneirismo explica em parte a liderança permanente da CG no segmento de motocicletas. O fato de ser o carro-chefe acaba por transformar o modelo em porta de entrada das novas tecnologias em segmentos mais populares de motocicletas. "A gente traz para a CG melhorias significativas, já que estamos tratando da maior parcela de consumidores de motocicletas do País", ressalta.
De acordo com o supervisor, a maior parte dos usuários da CG continua sendo jovens que substituem o transporte público pela moto, apesar de seu grande uso para o trabalho. Sobre o tempo de permanência com o veículo, ele acredita que a garantia estendida para três anos, desde o início de 2013, deva aumentar a média, que hoje é de dois anos.
Guedes ressalta, ainda, que o mercado de motos vem seguindo a tendência de redução na emissão de poluentes, com catalizadores eficientes, injeções eletrônicas modernas e o abastecimento bicombustível. No quesito segurança, preocupação constante do transporte sobre duas rodas, as atualizações são permanentes.
"A última atualização da CG aumentou as versões com freio a disco na dianteira, que é mais eficaz e evita sustos", completa. A Honda promove cursos de pilotagem segura em escolas de direção próprias e também itinerantes. O supervisor adianta que, para agosto, a montadora prepara outra novidade na área de segurança, mas faz mistério. "Ainda não podemos revelar."

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