Carros híbridos existem como alternativas de baixo consumo e menor emissão
de poluentes, um meio termo entre os veículos movidos a combustão e os elétricos. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) referenda essa inovação, mais uma vez, no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) 2015, dando o título de veículo mais econômico do País ao Fusion Hybrid, da Ford.
O sedã alcançou autonomia de 16,6 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada. A presença de um motor elétrico associado ao 2.0 a gasolina explica o fato de o veículo consumir mais na estrada do que em perímetro urbano, ao contrário de todos os outros. O elétrico funciona em baixas velocidades e, quando se acelera mais, o motor a gasolina entra em ação, aumentando o consumo.
O Fusion Hybrid também levou três estrelas pelo baixo nível de emissões, conquistando o selo de eficiência energética Conpet, um programa do Ministério das Minas e Energia criado para promover o uso racional dos derivados do petróleo e do gás natural.
"Os avanços para a eficiência energética dos veículos hoje incluem refinamentos no motor e na transmissão, bem como uma série de outros sistemas. Estão presentes também em itens como redução do peso e design aerodinâmico da carroceria, resistência à rolagem dos pneus e consumo de energia dos acessórios elétricos e eletrônicos", explica Celso Ribeiro, gerente de engenharia de energia veicular da Ford.
Na sequência, como segundo veículo mais econômico do País, aparece o híbrido mais vendido do mundo, o Prius, da Toyota, que rende 15,7 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. O terceiro colocado é o subcompacto importado Smart Fortwo. Abastecido com gasolina ele rende 13,2 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada.

Clio

No mundo dos carros "comuns", o PBEV reafirma o que já se sabe: os subcompactos e compactos continuam sendo os mais econômicos. O Clio, da Renault, que assumiu a dianteira da lista desde a aposentadoria do Uno Mille, continua na liderança, capaz de fazer 14,3 km com um litro de gasolina na cidade e 15,8 km/l na estrada. Isso na versão sem ar-condicionado. O subcompacto também tem selo Conpet.
Por meio de sua assessoria, a Renault declara que as inovações da marca seguem em duas direções: maior eficiência dos motores a combustão com menor consumo de combustível, além dos veículos elétricos, com zero emissão de poluentes. "Para isso, a marca utiliza seus laboratórios de pesquisas espalhados no mundo todo e aproveita ainda a expertise de 37 anos na Fórmula 1", afirma.
A montadora francesa destaca a liderança no PBEV como resultado do sucesso dessa política no Brasil. "Este é o resultado do trabalho da equipe do Renault Tecnologia Américas - moderno centro de engenharia certificado pelo Inmetro, o qual conta com mais de 600 profissionais, para desenvolvimento de produtos voltados às necessidades e ao perfil do consumidor latino-americano", finaliza.

PBEV

Neste ano, o PBEV do Inmetro contou com a participação de 587 modelos/versões que vão receber a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). A etiqueta classifica os modelos quanto à eficiência energética e traz informações sobre a autonomia. Isso quer dizer que um carro subcompacto classificado como A faz, em média, 14,9 km com um litro de gasolina na estrada e 12,2 na cidade, contra 10,9 km e 9,6 km respectivamente para um subcompacto classificado como E. Num percurso diário de 40 km, um veículo classe A pode dar uma economia superior a R$ 957 no período de um ano. Para ver a lista completa, acesse www.inmetro.gov.br/pbe.

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