Injeção eletrônica requer 'chipagem'
Quem segue as normas do Contran e aumenta a potência dentro do permitido vai sentir o carro mais econômico e seguro na hora de encarar a estrada ou mesmo trafegando pela cidade, no caso de veículos com injeção eletrônica.
Um representante de uma multinacional europeia da área de reprogramação eletrônica, que por motivos corporativos prefere não se identificar, explica que no caso dos carros com injeção o trabalho visa reduzir o consumo de combustível em até 10%. É o digital tuning, mais conhecido como ''chipagem''.
''É mais importante nesse caso mexer na curva de torque do que na potência. Isso também deixa o carro mais rápido, o que contribuiu na hora de uma ultrapassagem mais segura por causa da arrancada'', argumenta.
O empresário explica que a técnica de afinação - oriunda do termo em inglês tuning - permite trabalhar a curva de torque mantendo as características dentro daquilo que a fábrica e a legislação permitem. ''É o que o motor tolera sem trazer danos ou prejuízos ao dono do carro. O chip tuning vem trazer mais rotação para o veículo nas condições em que é mais exigido'', completa.
Quem faz blindagem de carros também tem que recorrer ao aumento de potência. Como a técnica deixa os carros mais pesados, o empresário adverte que o veículo perde até 20% da potência em função do aumento de peso por causa das chapas de aço.
''É comum aparecerem donos de carro que depois de blindarem sentiram o veículo mais pesado. Todos ficam preocupados em tentar devolver o desempenho de antes. A melhor alternativa é o tuning, mas nem sempre é possível atingir a velocidade original na hora de reprogramar'', argumenta.
Ele afirma que a troca das rodas originais é outra situação que costuma reduzir a capacidade de arranque do veículo.
Mas além de economia, os motoristas terão a certeza de aumento na segurança. O empresário afirma que parte dos clientes pede para ''chipar'' o carro visando aumento na potência na hora de uma ultrapassagem na estrada. ''Esse é o maior motivo da minha demanda, ainda mais se o carro estiver carregado. Muitos viajantes nos procuram com essa queixa. Se faltar velocidade numa ultrapassagem, o motorista pode ficar no meio do caminho'', afirma. (R.O.)





