Injeção eletrônica em dia garante economia de combustível
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sábado, 25 de agosto de 2012
João Fortes <br>Reportagem Local 
Chave na ignição, liga-se o carro, marcha engatada e é só dirigir. O trabalho do motorista parece bem simples enquanto uma série de mecanismos atua em harmonia para que tudo funcione corretamente no veículo. Entre os sistemas mais importantes está o de injeção eletrônica, que tem como principal função garantir uma equação adequada da entrada de combustível e oxigênio, possibilitando que o carro opere da maneira mais econômica e menos poluente possível.
Para isso, o sistema dispõe de uma central interligada a dezenas de sensores que, em milésimos de segundos, recolhem e repassam informações que são aplicadas por atuadores. Um exemplo desse processo é da borboleta para entrada de oxigênio. Seu trabalho, basicamente, é abrir e fechar a entrada de ar. Com um sensor acoplado a esse atuador, a central de injeção eletrônica determina a abertura certa em cada momento.
Mas para que tudo funcione corretamente e sem surpresas desagradáveis, alguns cuidados são fundamentais. A começar pelas revisões de manutenção preventiva que devem estar sempre em dia.
Filtros de ar e combustível precisam ser verificados e, se for o caso, trocados, para evitar o acúmulo de resíduos do combustível. Os bicos injetores também devem ser avaliados e, eventualmente, passar por uma limpeza. ''A gente recomenda uma limpeza a cada 7,5 mil quilômetros'', afirma Lucas dos Santos, chefe de oficina da Fiat Marajó. ''Ao invés da limpeza eu considero melhor colocar um aditivo no combustível de vez em quando, a não ser que o carro esteja falhando, com entupimento nos bicos. Mas se for fazer a limpeza periódica, pode ser a cada 20 mil quilômetros'', diz João Leal, gerente de pós-vendas da Norpave Volkswagen.
As velas, responsáveis pela queima do combustível, também devem estar em boas condições, por isso, segundo Lucas dos Santos, precisam ser trocadas a cada 30 mil quilômetros rodados.
Outro cuidado fundamental é ao abastecer o carro. Um combustível de má qualidade ou adulterado pode prejudicar diversos componentes, como os próprios bicos injetores e até mesmo o catalisador.
João Leal atenta para uso errado do ponto morto. ''O que acontece é que você vai ter o sensor de marcha lenta avisando que o carro está parado e o sensor da roda informando que o veículo está em movimento. O módulo fica tentando corrigir, mas não consegue e acaba gastando ainda mais combustível'', explica.
Aumento de combustível, inclusive, é uma das consequências da falta de manutenção - preventiva ou não - no sistema de injeção eletrônica. Outros sinais de que alguma coisa não vai bem, são perda de desempenho, oscilações em marcha lenta, além do aviso de anomalia no painel do carro. Nessa hora, o melhor é levar o veículo à oficina, para uma verificação que geralmente é feita de forma eletrônica e rápida. Através de um software interligado à central de injeção é possível vizualizar as informações sobre todos os sensores do sistema e descobrir em qual sensor está ocorrendo um erro.


