Nas trilhas
Os fãs de aventuras que gostam de andar com carros por trilhas e estradas de terra podem ter maiores conhecimentos das técnicas de condução esportiva através de aulas. A PUC-PR está promovendo um curso dirigido aos fãs do off-road. Na teoria e na prática os alunos conhecerão as principais técnicas de condução 4X4 (fora de estrada). Entre os temas do curso estão: direção defensiva, equipamentos de resgate, travessia de rios, abordagem de aclives e declives, inclinações laterais e radiocomunicação. O objetivo é formar pilotos capazes de enfrentar qualquer trilha na mata, comandando um jipe. Aliás, os alunos poderão pilotar o veículo mais robusto deste segmento: o Defender 110, que está sendo cedido para a PUC pela Euro Import - revenda BMW e Land Rover de Curitiba. A inscrição para o curso custa R$ 270,00 e vai termina dia 31 de março.

Mercosul
Depois de mais seis anos de negociações, o Brasil e a Argentina praticamente chegaram a um acordo sobre o regime automotivo comum para o Mercosul, que terá um período de transição de seis anos até chegar à total liberalização do comércio de veículos. Nesse período o intercâmbio de carros, máquinas agrícolas, caminhões e autopeças, entre outros, seria compensado e administrado de forma separada. A Argentina queria sete anos para o período de transição e o Brasil, quatro. Os detalhes do acordo ainda estão sendo discutidos.

Cotas
Podem ser definidos, por exemplo, as quotas de cada país e o índice de conteúdo local (porcentual de peças nacionais nos carros) e o conteúdo regional, praticamente definido em 60%. Dentro destes 60%, a Argentina reivindica a metade (30%). Mas o Brasil quer ficar com 35% e deixar 25% para seu principal parceiro no Mercosul. Isso porque o parque industrial argentino de autopeças hoje não teria capacidade suficiente para suprir as montadoras.

Brasil e México
Se depender da iniciativa privada, o acordo bilateral automotivo entre Brasil e México deve sair nos próximos dias. O principal representante da indústria automobilística brasileira, José Carlos Pinheiro Neto, presidente da Associaçao Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), disse que a entidade concorda com os últimos pontos apresentados pelo governo mexicano. A contraproposta do México, feita a Pinheiro Neto por telefone no último dia 16, prevê a importação de uma cota bilateral de 60 mil veículos durante os seis meses em que vigorar o acordo transitório. Neste período, a alíquota do imposto de importaçao entre os dois países seria de 8% para automóveis e veículos comerciais leves, podendo ser estendida a caminhões e ônibus.

Autopeças
O índice de conteúdo local – mínimo de peças produzidas no país de origem do carro – ainda está em discussão, mas deve ficar entre 50% (regra do Nafta) e 60% (conteúdo do Mercosul). O critério de distribuição da quota no Brasil seria de acordo com a produção de cada montadora.

Bicombustível
Um dos pontos que estão sendo negociados entre as montadoras e o governo federal no programa de renovação da frota é o incentivo para a produção de carros bicombustível no País. Fabricado pela Volkswagen, GM e Ford no exterior, o automóvel é adaptado para álcool, gasolina ou os dois juntos. A plataforma de fabricação é a mesma do carro comum, não sendo necessário novo investimento da montadora. O tema foi um dos pontos abordados no seminário do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT-USP), em São Paulo, sobre automóveis bicombustível.

Valorização
As montadoras defendem uma sobrevalorização do carro velho quando o consumidor optar pela compra de um bicombustível a partir de mil cilindradas (1.0). A GM usou a tecnologia flexi-fluel (combustível flexível) em um protótipo do Ômega brasileiro, em 1994. ‘‘Mas o projeto não foi adiante por falta de demanda e incentivos do governo’’, explica ele.

Tecnologia
A tecnologia utilizada para que um carro possa ser abastecido com álcool ou gasolina consiste de um motor com injeção eletrônica desenvolvida pela Robert Bosch, provido de um sensor que analisa a mistura de combustíveis no tanque. O sensor mede o teor de oxigênio e calibra o motor a fim de melhorar a queima do combustível. Com isso, o consumidor poderá escolher o combustível mais econômico, conforme a oscilação dos preços do petróleo no exterior e do álcool no mercado interno. Em cinco esse carro deve estar disponível no mercado nacional