Depois de um ano enfatizando os próprios esforços de fabricar carros e caminhões menos agressivos ao ambiente, as empresas automobilísticas norte-americanas enfrentarão duas difíceis disputas este ano -economia e emissão poluentes -o que poderá ameaçar a credibilidade ‘‘verde’’ deles.
‘‘Este foi o ano que a economia de combustíveis foi colocada na mesa’’, disse Jason Mark, diretor da divisão de transportes da União de Cientistas. ‘‘A principal questão é como a indústria automobilística lidará com isso neste ano que começou’’, declarou.
A empresa Ford Motor Co. fez grande alarde em julho ao anunciar um plano de aumentar a economia de combustível em sua linha de carros utilitários em 25% ao longo de cinco anos.
A declaração da Ford irritou tanto os executivos da General Motors a ponto de os maiores fabricantes de carros do mundo também anunciarem, uma semana depois, o mesmo projeto. ‘‘A GM será a líder em cinco, 15 ou 20 anos’’, declarou o vice-presidente Harry Pearce.
‘‘Nós passamos anos tentando alcançar essa posição de liderança. E eu acredito que é extremamente importante quando falamos em economia de combustíveis, que nós falemos sobre atos e não apenas palavras’’, declara.
A GM, a Ford e a DaimlerChrysler anunciaram planos de fabricar caminhões com energia elétrica híbrida dentro de poucos anos. A Ford com seu pequeno utilitário Escape; a GM com a picape, e a DaimlerChrysler com seu Dodge Durango.
As três grandes companhias exibiram protótipos de carros com quilometragem de 29,5 a 33,7 quilômetros por litro e ao mesmo tempos ressaltando o quão distante tais veículos estão da produção.
‘‘Nós realmente acreditamos que podemos ser bons para o ambiente e para os cidadãos e dar aos nossos clientes o que eles querem’’, disse o chefe executivo do escritório da Ford, Jacques Nasser, em dezembro.
Mas as companhias também lutam para aumentar os padrões de economia de combustíveis federal determinados em 1975. A GM, a Ford e a facção Chrysler da DaimlerChrysler batalham para alcançar a solicitação da Corporate Average Fuel Economy para que os caminhões deles façam a média de 8,7 quilômetros por litro.
Depois de anos de boicote de padrões mais elevados, o Congresso norte-americano aprovou um estudo da Academia Nacional de Ciência de uma regulamentação mais rigorosa para a economia de combustíveis, que será concluída no próximo ano.
Mark e outros ambientalistas disseram que o estudo poderia abrir as portas para um aumento nos padrões da economia de combustíveis nos próximos anos. ‘‘Eu acredito que as companhias automobilísticas reconhecem que os dias sem um controle maior estão contados’’, declarou Daniel Becker, diretor da Sierra Club, uma organização de alerta para energia de programas. ‘‘Talvez eles adquiram algum tempo a mais com a administração de George W. Bush, mas não está claro’’, declarou.
O primeiro prazo estipulado para a indústria automobilística venceu na última quinta-feira. Enquanto os fabricantes de automóveis estudam veículos híbridos movidos a motores a gás e elétricos, a Comissão da Califórnia por Recursos Naturais determinou que somente carros totalmente movidos a motor elétrico alcançariam a solicitação de emissão zero de poluentes.
Isso significaria que as empresas teriam que vender cerca de 22 mil carros ‘‘elétricos’’ por ano na Califórnia para atingir os padrões ou enfrentar uma multa de US$ 5 mil por cada carro vendido.
A comissão propôs mudanças que reduziriam o número de carros com emissão zero de poluentes exigidos para cerca de 4.650, mas a proposta não agradou.
A Aliança de Produtores de Automóveis, um grupo empresarial composto por 13 indústrias, propôs um teste de mercado de veículos elétricos em uma cidade com o objetivo de medir qual será a demanda.

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