Indústria automobilística
terá dificuldades em 2000
O próximo ano será difícil para o setor automobilístico e as demissões devem continuar, previu o presidente da organizações Volkswagen para a América Latina, Herbert Demel, no lançamento dos modelos Seat no final da semana passado. Todas as unidades antigas da Volkswagen, segundo ele, devem diminuir o número de funcionários. ‘‘Antes de quebrar a empresa, tem de reduzir pessoal’’, afirmou. Para minimizar o problema, ele cobra ações do governo Federal.
Demel disse que a fábrica de Anchieta (RS), por exemplo, que tem 24 mil funcionários, deve perder dois mil no próximo ano. O mesmo não deverá ocorrer, conforme o presidente da VW, com a unidade da AUDI em Curitiba. Isso porque a instalação da fábrica é recente. ‘‘Não vamos reduzir funcionários em Curitiba porque produz a pouco tempo’’, afirmou.
Contra a anunciada dinâmica de encolhimento do mercado, que caiu cerca de 20% nos úlitmos três anos, a Seat quer aumentar a venda de seus carros em índices que superam a casa dos 50% em relação aos anos anteriores. Apesar de parecer paradoxal, Demel acredita que seja possível. ‘‘Funciona às vezes, se você está lançando produtos’’, disse. ‘‘Você ganha, mesmo com o mercado perdendo.’’
* O repórter viajou a convite da Seat.

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