A venda de veículos importados ficou estável em novembro em relação a outubro. Pesquisa da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) mostra redução de 0,88% em relação ao mês anterior, com a venda de 5.865 unidades. Mas esses números não incluem as vendas da BMW, que deixou a entidade e se recusou a fornecer os dados de novembro. Incluindo as 447 unidades vendidas pela marca alemã em novembro, o resultado é um crescimento de 6,6% na venda de importados.
No acumulado do ano, as associadas da Abeiva venderam 57.756 veículos importados, 49% menos do que no mesmo período do ano passado. Apenas três marcas tiveram crescimento este ano. As vendas da Crhysler (que vai produzir carros no País) cresceram 1.684% este ano, enquanto as da Land Rover aumentaram 518% e da Asia Motors tiveram incremento de 30%.
O presidente da Abeiva, José Carlos Gandini, prevê fechar
o ano com a venda de 63 mil a 64 mil unidades. Para o próximo ano ele estima a venda de 75 mil veículos. O imposto de importação para veículos que excedem a cota estabelecida para cada marca deve cair em janeiro de 70% para 63%, conforme calendário da OMC.
Ele também acredita num crescimento da rede de revendas,
possivelmente retornando às 750 lojas do ano passado. Atualmente são 680 em todo o País. Gandini disse não saber o estoque atual de importados no mercado brasileiro, mas somente de veículos produzidos em 1995, estima-se cerca de 800.
Em 1997 deve se intensificar a tendência de revendas multimarcas, na avaliação de Gandini. Essa já é a política adotada desde fevereiro pelo importador das asiáticas Daihatsu e Daewoo.
Das 28 revendas Daewoo e das 25 Daihatsu, 20 já funcionam em conjunto.

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