São Paulo - Os importadores de veículos esperam uma recuperação do volume de vendas para o próximo ano com a ajuda das cotas de importação do novo regime automotivo.
A projeção da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) é de um crescimento de 17% no próximo ano, para um total de 150 mil unidades.
O setor foi afetado neste ano pela restrição imposta pelo governo no final de 2011, do 30 pontos adicionais no Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para marcas sem fábrica no Brasil.
A previsão é que as vendas encerrem o ano com uma queda aproximada de 35% em relação ao ano anterior, com um total de 128 mil unidades, abaixo da última previsão (130 mil unidades).
Até novembro, a retração era de 33,5%. Só no mês passado, as vendas caíram 46,1% na comparação com novembro de 2011 e 10% em relação a outubro.
No próximo ano, os representantes das estrangeiras passam a contar com as cotas de importação do novo regime automotivo.
Pelas novas regras, publicadas em setembro, as empresas podem trazer até 4,8 mil unidades do exterior sem pagar o adicional de 30 pontos de IPI desde que atendam requisitos como investimento em pesquisa e comprometimento com metas de eficiência energética.
A medida deve ajudar sobretudo as marcas de médio e pequenos volumes, como Land Rover e Ferrari, respectivamente.
O presidente da Abeiva, Flavio Padovan, avalia que sem as cotas as vendas de 2013 seriam até inferiores às deste ano. "Sem cota, ficaria até menos, abaixo dos 120 mil (unidades)", afirma.
Das 29 marcas associadas à entidade, 26 entraram com pedido de habilitação no novo regime automotivo, que da direito à cota. Nenhuma delas conseguiu ainda a habilitação.
Os importadores se queixam da demora do Ministério do Desenvolvimento em aprovar os pedidos, o que afeta os negócios deste ano, para o qual há um prazo excepcional de habilitação com a previsão das cotas proporcionais. "Tem muita gente pedindo, o governo tem uma limitação de pessoal. É uma questão de capacidade de analisar os processos que eles têm. O programa (novo regime) é complexo, portanto, a homologação também é", afirma Padovan.

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