Importado usado é opção a quem quer carro completo
Quem gosta de carro importado e não tem dinheiro para comprar um zero quilômetro, pode optar por um usado e fazer um bom negócio. A média de desvalorização de um importado usado gira em torno de 30%. Isso significa que, quem vai comprar um, vai pagar um valor bem mais acessível.
O preço mais baixo e todos os opcionais que ele tem para oferecer, além do status e da promessa de menor desgaste das peças, são alguns dos atrativos do carro importado. Para quem gosta, essas qualidades justificam os quilômetros já rodados.
Um bom exemplo de motorista apaixonado por carro usado importado é o empresário José Valdir Gabardo, de 34 anos. Ele é fã incondicional. Há três meses comprou uma BMW 325i ano 93, que ele pagou R$ 30 mil. Comprar carro zero é a pior burrice. Desvaloriza muito, além do que, um importado te oferece muito mais por um preço bem mais baixo e as peças duram bem mais, explica ele, garantindo que já comprou uma BMW e ficou dois anos sem precisar trocar nem um pneu.
Gabardo gosta tanto dos carros importados usados que não vê nenhum defeito neles. Essa história de que não vai encontrar peça não existe. Hoje em dia, você acha em qualquer lugar. Outra coisa que conta bastante é que demora muito para precisar fazer uma manutenção no carro, acredita.
O empresário dá quatro razões para optar por um carro importado usado: a primeira é o que o carro oferece em relação a um nacional do mesmo valor, a segunda é quanto à desvalorização, que, segundo ele, é bem menor que um carro nacional usado, a terceira diz respeito ao desgaste mais demorado das peças e de outros componentes do veículo e a quarta e última razão está ligada ao status que um importado proporciona. Chegar com uma BMW ou com um Vectra GLS faz bastante diferença, explica, se referindo ao modelo nacional que ele poderia ter comprado com o mesmo valor que pagou na época pela BMW.
O vendedor Fernando Arantes é outro motorista que gosta de carro usado importado. Ele trocou há quatro meses um Honda Civic 1993 por um 1999 e diz que o que o levou a comprar um importado foram os opcionais. Com o mesmo preço que eu paguei nele, eu podia comprar um Vectra que tivesse só trio elétrico, enquanto que o meu carro tem ABS, duplo airbag e câmbio automático, explica.
Arantes diz também que antes de comprar um importado é muito importante pesquisar sobre ele. Isso inclui descobrir se a marca está bem consolidada no Brasil, se é fácil de encontrar peças para reposição e se é um carro que tem mercado.





