No meio da praça, o Fusca cor-de-rosa cintilante não tinha como disfarçar que seu dono era uma mulher. O automóvel de Maria Aparecida Rios nem é tão antigo assim - é um Itamar 96, o último dos Fuscas, comprado quase novo -, mas o trabalho realizado sobre ele é impressionante. De tudo o que se vê ali, apenas a carroceria do carro é original.
Ela faz parte do grupo de entusiastas dos ''Hot Rods'', carros antigos modificados. Seu Fusca 96 foi rebaixado e as rodas substituídas por outras de aro 17. Além da cor, a lataria perdeu os frisos e ganhou reforço nas emendas. O interior ganhou quatro bancos fabricados especialmente para o carro, em estilo esportivo, e o revestimento em couro foi tingido de cor-de-rosa com detalhes em azul bebê.
Um desenho projetado pela própria Maria ganhou espaço no interior da porta, cujos vidros também ficaram inteiriços, sem ventarola. O fusca ainda foi incrementado com equipamentos de som, DVD e ar-condicionado digital. Para completar, à noite, o neon brilha nas cores rosa e azul-bebê.
''Eu era a única esposa que acompanhava o marido dirigindo um carro'', diz Maria, referindo-se ao Clube de Colecionadores de Automóveis Antigos de Foz do Iguaçu. Ela conta que pegou a ''doença do carro'' com a família, que também era apaixonada por automóveis. ''A família tinha bicicleta, jipe, Fusca... Andando, a gente estava em cima. Depois que eu descobri que um carro podia ser modificado, peguei o gosto.''
No momento, ela planeja o que fazer no seu próximo carro, uma F-100, ano 1957, que ganhou do marido. Mas já sabe que vai substituir o motor por um mais possante, um V8 à gasolina, instalar sistema de som e pintar a lataria amarela de vermelho metálico. (M.F.C.)

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