Meio perua, meio minivan. Esta é a mistura que define o mais novo carro da Honda produzido no Brasil, o Fit. O modelo, que começa a ser vendido esta semana na rede de concessionários da marca, traz como destaque a versatilidade de espaço e a adoção de novas tecnologias, principalmente no motor.
O nome do carro, Fit (que na Europa também é conhecido por Jazz), foi escolhido porque além de ser de fácil memorização significa, em inglês, justo, exato, adequado. Lançado em junho de 2001 no Japão, o modelo obteve um feito inédito para a Honda: foi o automóvel mais vendido naquele país no ano passado. O compacto chega com um índice de nacionalização de 80% e dividirá a linha de produção com o Civic, em Sumaré, interior de São Paulo.
Externamente, o Fit é um monovolume compacto, e vai competir com o Chevrolet Meriva e Mercedes-Benz Classe A. Como seus concorrentes, tem altura elevada, dianteira reduzida e porta-malas flexível. Segundo a Honda, existem 10 tipos diferentes de se configurar os bancos. A capacidade de carga, com os bancos na posição normal, é de 353 litros com a tampa do porta-malas e de 380 litros sem a tampa. Rebatendo o banco traseiro, é possível acondicionar 1.321 litros.
Outra vantagem do Fit, é que assim como o seu ''irmão'' Civic, o assoalho traseiro é plano, o que melhora a acomodação de quem vai sentado atrás. O tanque, com capacidade para 42 litros, está instalado sob o assoalho, abaixo dos bancos dianteiros.
O desenho, de linhas harmônicas, confere ao modelo personalidade e estilo. O capô é bem definido pelo vinco central, que se estende desde a grade e acentua o design, além de destacar os faróis, modelados para combinar suavemente com a carroceria. Na traseira, a lanterna tem formato triangular, pontiagudo na parte superior.
Por dentro, a Honda não decepcionou no Fit. Todos os vidros são verdes com filtro UV, que protegem os ocupantes da incidência dos raios solares. O painel tem visual moderno, com anéis prateados ao redor dos três grandes relógios, respectivamente, conta-giros, velocímetro e indicador de nível de combustível.
A praticidade dos diversos porta-objetos é outro ponto forte do Fit. A começar pelo porta-luvas, com duas repartições e dotado de grande profundidade. Bandejas embaixo do painel e sob a coluna de direção acomodam objetos.
Serão duas as versões do Fit: XL e LXL. Na primeira versão, a XL, o Fit traz air bag para o condutor, ar condicionado, direção elétrica, travas e espelhos elétricos de série. Na versão LXL há, além dos itens da XL, air bag para o passageiro, freios ABS com EBD, que impedem o travamento das rodas e distribuem a carga de frenagem.
No motor, um 1.4 litro de 80 cv, está a maior novidade tecnológica do segmento. O motor conta com o sistema i-DSI (Intelligent Dual Sequential Ignition - Ignição dupla sequencial inteligente). Em vez de uma vela, o propulsor traz duas velas por cilindro, o que aumenta a eficiência de combustão.
O Fit pode ser equipado com câmbio manual ou automático CVT - uma novidade em carros pequenos, que monitora diversos parâmetros do automóvel, visando a relação de transmissão mais adequada.
O preço público sugerido, já com pintura metálica ou perolizada incluída, é de R$ 33.960,00 para a versão LX mecânica, R$ 37.500,00 para a LX CVT, R$ 36.600,00 para a LXL mecânica e R$ 39.980,00 para a LXL CVT.

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