Histórias de volante
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sábado, 28 de julho de 2012
João Fortes <br> Reportagem Local 
No dia 25 de julho foi comemorado o Dia do Motorista, data escolhida por ser a mesma em que se celebra o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos condutores. Passar o dia em meio ao trânsito das cidades ou estradas é o ganha pão de muitos brasileiros. Problemas como o tráfego intenso, acidentes e até violência fazem parte da rotina, mas ainda assim é possível encontrar gente que tem a satisfação de trabalhar com o volante em mãos.
É o caso de Antônio de Souza, motorista de ônibus há 27 anos. Após passar por empresas de transporte urbano coletivo e rodoviário, ele se aposentou, mas decidiu voltar à ativa, dessa vez em uma agência de turismo. Além de ônibus, dirige vans e carros executivos. Ele lembra que antes de se aposentar, o estresse era grande, pois além de todos os problemas do trânsito, precisava correr contra o tempo para atender as exigências de horários. Agora, diz que o estresse ficou no passado. ''Antigamente ser motorista, para mim, era uma profissão, hoje é um vício'', declara.
Durante a carreira, Souza conheceu boa parte do País e pessoas com as quais diz ter aprendido muito, o que considera um dos maiores prazeres da profissão. Prezar pela segurança e trabalhar bem vestido e alinhado também foi sempre algo fundamental para ele. E se depender desse ''viciado'' pela profissão, o trabalho atrás do volante ainda vai durar muito: ''Enquanto Deus quiser e forem renovando minha carteira'', brinca.
Quem também adora a profissão é a taxista Marlene Gonçalves, de 37 anos. Ela começou cedo, aos 23, seguindo os passos do pai. Trabalhou seis anos, parou, mas em 2010 retomou a carreira. Com simpatia, gentileza e paciência ela vem conquistando a clientela e já tem uma agenda repleta de corridas marcadas. Para enfrentar o estresse do trânsito, a receita dela é a tranquilidade. O toque feminino no trabalho, claro, não pode faltar. O cartão de visita de Marlene, por exemplo, é rosa. E a vaidade de mulher em hipótese alguma fica de lado. ''Ando sempre maquiada e quando dou uma parada aproveito para retocar.''
Dirigindo a felicidade de outros
Apreciar o trabalho de motorista não deve ser muito difícil para Fábio Kozinharski, que dirigie uma Limousine Crhysler 300 C e atende os clientes em seus momentos de maior alegria. E para que tudo saia perfeito, é preciso atenção no trânsito e no atendimento durante o percursso. ''É um carro grande, difícil de manobrar e além do trânsito, tem que se preocupar com os clientes'', diz.
O motorista também gerencia o negócio e conta que há um ano e meio, quando começou, ficava mais tenso, em função da responsabilidade. Já hoje em dia, ele trabalha tranquilo e sente-se recompensado em vários momentos. ''Eu gosto de ver o pessoal na rua. Quando passo, todo mundo abre um sorriso por ver o carro e, principalmente, pela alegria das pessoas que contratam o serviço. Só de entrar na limousine já ficam felizes'', declara.


