Mendoza - Um veículo que alinha o conforto de um utilitário esportivo com a robustez de uma caminhonete é a nova proposta da Hilux 2016. Em sua oitava geração, o modelo sofreu grandes modificações em relação à versão anterior, a começar pelo exterior. Os faróis, a grade frontal e o para-choque ganharam linhas mais finas, conferindo mais elegância ao carro sem perder o tradicional ar de agressividade.
A dianteira mostra contraste entre o grande para-choque e a grade frontal estreita, que parece se fundir aos faróis, formando uma só peça. Os para-lamas ficaram mais largos e agora fazem parte do corpo da carroceria e as laterais da grade superior descem pela entrada de ar inferior, criando um desenho trapezoidal. Comparada à geração anterior, a nova Hilux é 7 centímetros maior (5.330 mm), 2 centímetros mais larga (1.855 mm) e 4,5 centímetros mais baixa (1.815 mm). O espaço entre-eixos permanece com o padrão de 3.085 mm.
A caminhonete não possui mais a entrada de ar do intercooler no capô, que agradava muitos entusiastas da versão anterior. As versões disponíveis para a linha 2016 são a de Chassi-cabine 4x4 e câmbio manual; Standard 4x4, nas configurações com cabine simples ou dupla, também com transmissão manual de seis velocidades; SR; SRV; e a exclusiva top de linha SRX. As três últimas são equipadas com tração 4x4 e transmissão automática de seis velocidades, outra novidade da Toyota. A versão top de linha da Hilux sai por R$ 188,12 mil e a versão mais básica por R$ 114,86 mil.
As versões SR, SRV e SRX contam com a maçaneta de abertura da tampa cromada, onde também está localizada a câmera de ré, proporcionando à nova Hilux uma aparência mais fluida. O para-choque foi projetado para melhorar a acessibilidade à caçamba e é cromado nas versões SR, SRV e SRX.
O motor da caminhonete também mudou, passando para 2.8 litros, de quatro cilindros em linha, com turbocompressor de geometria variável (TGV) e intercooler. De acordo com dados da montadora, mesmo com 200 cilindradas a menos no comparativo com a geração anterior, o novo motor registrou uma melhora no nível de consumo e desempenho, já que tem 6 cavalos a mais, somando 177 cv de potência a 3.400 rpm.
Com relação ao torque, houve aumento de 22% na picape com transmissão manual (42.8 kgfm entre 1.400 e 2.600 rpm) e um aumento de 25% na versão com transmissão automática (45.9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm). Os dados de consumo informados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) são 9,03 km/l em trecho urbano e 10,52 km/l em uso rodoviário, para a picape automática. Para a nova Hilux com transmissão manual, os resultados são ainda melhores: 9,3 km/l e 11,5 km/l, respectivamente.

INTERIOR

Com o painel remodelado, o interior da Hilux 2016 mais se parece com um SUV de luxo. De acordo com informações da montadora, o veículo foi projetado para atender tanto aqueles que curtem off-road, trabalho pesado e também para consumidores que utilizam o carro como veículo de passeio.
As versões SRX e SRV contam com um friso metálico horizontal que cruza o painel de instrumentos de ponta a ponta. A nova Hilux conta também com direção hidráulica progressiva, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, medidor de economia de combustível, aviso sonoro de chave na ignição e luzes acesas, limpador do para-brisa com temporizador e nivelador dos faróis. Vidros com dispositivo antiesmagamento, travas e retrovisores elétricos estão disponíveis a partir da versão SR.
A Hilux possui o sistema Smart Entry System que permite, por meio de uma chave inteligente, desbloquear as portas com a simples pressão do botão na maçaneta. Também foi adicionado o botão Push Start, facilitando a operação de ligar e desligar o veículo.

* O repórter viajou à Argentina a convite da Toyota

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