Hatch pega a estrada
A reportagem da FOLHA dirigiu por mais de 60 quilômetros as versões Expression 1.0 e Dynamique 1.6 do novo Sandero, pelas ruas e um trecho de estrada em Florianópolis (SC). Apesar de terem elevado um pouco a potência (de 77 cv para 80 cv com etanol) e o torque (de 10,1 kgfm para 10,5 kgfm), as mudanças no motor 1.0, que está mais silencioso, quase não afetaram o desempenho. O veículo continua sofrendo nas subidas e pedindo reduções de marcha diante de leves quedas na velocidade. Pontos fortes são a direção segura e o câmbio leve mas preciso.
Já o motor 1.6 responde bem e agrada, especialmente quando se está a bordo da versão Dynamique e de posse do confortável volante de couro. Os ajustes na suspensão também foram certeiros e o eficiente isolamento acústico deixa mais agradável o ambiente na cabine. O amplo para-brisas e os retrovisores proporcionam ótima visibilidade. O espaço interno e o porta-malas continuam sendo diferenciais do Sandero na categoria.
Questionada sobre a ausência de transmissão automática na nova geração, a Renault adiantou que dentro de um mês e meio deve apresentar uma caixa automatizada de cinco velocidades, o que, fatalmente, elevará um pouco o preço.
Market share
Lançado em 2007 e com reestilização em 2011, o Sandero ultrapassa as 500 mil unidades vendidas no País, com crescimento contínuo. Desde então, o market share da Renault saiu de 2,8% para 7% este ano. E apesar das vendas fracas de 2014, a francesa conseguiu ampliar em 12,8% os emplacamentos da marca, destacando-se como a quinta montadora que mais vendeu. Estes dados trazem otimismo ao discurso dos executivos da Renault no Brasil.
O presidente, Olivier Murguet, destaca os investimentos recentes de R$ 500 milhões na fábrica de Curitiba para a produção de dois novos veículos. O vice-presidente, Gustavo Schmidt, diz que o objetivo é interiorizar a marca, abrindo novos pontos de venda e oferecendo novos serviços. Schmidt destaca que o segmento chamado por eles de B hatch ocupa 53% do mercado brasileiro e vem crescendo a fatia dos hatches standard (com preços acima de R$ 30 mil), responsáveis por 75% dessas vendas.





