Guzzi e Bimota retornam ao País
Mauricio Della Barba
O Salão das Duas Rodas, que terminou no domingo passado, em São Paulo, além de servir de palco para os lançamentos do setor marcou também o retorno de duas importantes marcas italianas de motocicletas ao Brasil: a Moto Guzzi e a Bimota.
Famosas nas décadas de 50 e 60, as duas marcas foram retiradas do País depois de enfrentar sérios problemas com seus representantes locais. Passado o trauma e agora bem mais estruturadas, as duas lendas do motociclismo mundial voltam a brigar, com grande estilo, no mercado brasileiro.
Para quem não sabe, a Moto Guzzi é conhecida internacionalmente pela sua fabricação quase caseira, aliada ao uso dos melhores componentes já desenvolvidos para motocicletas, como os freios Brembo, a injeção eletrônica Marelli, os escapamentos Paioli, os garfos invertidos Marzocchi e as suspensões traseiras Sachs. Outra característica exclusiva da Guzzi é a utilização de um motor bicilíndrico em V, disposto transversalmente a 90 graus.
Disponíveis A linha Guzzi que chega ao Brasil traz três modelos diferentes: a V11 Sport, a Quota 1100 ES e a California EV e Special. A V11 Sport é uma superesportiva de estilo retrô, com linhas limpas e poucas carenagens (naked). Vem equipada com motor de 1.100 cilindradas de 91 cv de potência e câmbio de seis marchas. A moto é capaz de atingir os 220 km/h de velocidade máxima. Custa US$ 18.800 e concorre com a BMW 1100R e a Triumph Speed Triple.
Já a Quota 1100 ES, que tem preço estimado de US$ 16 mil, é uma moto de uso misto, ou seja, disputa o segmento de on/off-road, juntamente coma Cagiva Canyon, Triumph Tiger e a nova BMW 1150 GS. O motor é o mesmo utilizado na V11, mas com acerto de injeção e comando de válvulas destinado a prestigiar o torque em rotações mais baixas, apresentando 69 cv a 6.200 rpm.
Os modelos California adotam estilo Custom e são construídas com motor 1.100 de 74 cv de potência. Enquanto a California EV apresenta um estilo americanizado, com guidão inclinado para trás e pedaleiras avançadas, a Special adota a preferência européia, com guidão mais baixo, deixando o piloto em posição mais ereta. A Guzzi aposta no modelo como o carro-chefe da marca no Brasil. As duas versões chegam com preço de US$ 17 mil.
Bimota A Bimota caracteriza-se por montar a moto e comprar motores prontos, normalmente de marcas japonesas. É o caso da SB8R Special (US$ 39.000), esportiva equipada com o motor da Suzuki TL 1000S.
A SB8R tem o quadro terminado na sua parte traseira em fibra de carbono, o que possibilita uma distribuição de peso ideal para motos de dois cilindros. Esse tipo de moto tende a ter seu peso concentrado na traseira, o que prejudica seu comportamento dinâmico, com empinadas fáceis demais. Esse tipo de construção, que engloba outras peças produzidas em titânio e magnésio, dá à moto um peso extremamente baixo, de cerca de 178 quilos a seco.
Por enquanto, o consumidor que quiser obter uma dessas maravilhas de duas rodas terá apenas três concessionários à disposição: em São Paulo, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro.





