Guinness traz recordes sobre rodas
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domingo, 13 de novembro de 2005
Da Redação 
Qual é o carro mais rápido produzido em série? E a maior picape já construída no mundo? E o automóvel mais vendido no planeta? Essas e outras respostas estão na mais nova edição do livro dos recordes, o Guinness Book 2006, que chega este mês às bancas.
No livro, o espaço para a literatura automotiva é separado. O carro mais rápido produzido em série presente na edição, por exemplo, já perdeu a posição. Nele, um Koenigsegg CCR está registrado com a velocidade média de 387,866 km/h em um percurso de um quilômetro na pista de testes da Nardo Prototipo, na Itália, em 28 de fevereiro deste ano. Porém, o Bugatti Veyron, depois de seis anos e 27 testes, foi apresentado no último Salão de Tóquio e chegou a velocidade de 396 km/h. O veloz Veyron custa um milhão de euros e tem uma lista de 300 clientes na fila de espera.
Já a maior picape de série produzida é obra da International Truck & Company, dos Estados Unidos. A Navistar 7.300 CXT pesa 6.577 quilos e mede 6,55 m de comprimento e 2,74 m de altura, e pode ser dirigida por uma pessoa que tenha carteira de habilitação comum, apesar de se assemelhar a um caminhão.
No livro há uma polêmica que já dura alguns anos. O título de carro mais vendido do mundo é concedido ao Toyota Corolla, com 28,2 milhões de unidades. Porém, outras marcas questionam esse número, alegando que o sedã japonês já passou por nove modificações desde que começou a ser fabricado, em 1966, que valeriam a mudança do nome.
Outro recorde de comercialização vai para as picapes da série F da Ford, que começaram a ser produzidas em 1948, com a F-1. Desde então, mais de 29,3 milhões de unidades já saíram da fábrica. As picapes são queridas pelos norte-americanos, que compram a quase totalidade das cerca de 900 mil produzidas anualmente e que representam um oitavo das vendas globais da Ford, segunda maior montadora do mundo.
Lançada em 1948 nos Estados Unidos, no período de euforia do pós-guerra, a Série F nasceu com três modelos, F-1, F-2 e F-3, que logo caíram no gosto do público pelo estilo, potência, robustez e versatilidade para o lazer e o trabalho. Nos anos 50, ela adotou a nomenclatura usada até hoje, incluindo as versões F-150 e F-250.
O Miata, produzido pela Mazda no Japão, aparece no livro como o esportivo mais vendido do mundo. Conhecido como MX-5 na Europa, o roadster se destaca pelo visual elegante, pela qualidade e pelo desempenho. Tem dois lugares, tração traseira e é produzido desde abril de 1989 em Hiroshima.
Em meio a números, há espaço para recordes curiosos e inusitados. O chinês Albert Yeung Sau-shing consta no Guiness Book como o homem que pagou mais caro por uma placa de carro. Isso mesmo. Sau-shing desembolsou mais de US$ 1,7 milhão por uma placa número 9 durante um leilão, realizado pelo governo de Hong-Kong, em 1994. A razão de tanto dinheiro é que em cantonês - idioma falado em alguns locais da China - a pronúncia da palavra ''nove'' é idêntica à da palavra ''cachorro''. O nove era então considerado um número de sorte, porque 1994 foi o ano do cachorro no calendário chinês.
Outro recorde bizarro é da malaia Letchemanah Ramasamy, que arrastou por 30 metros um ônibus de dois andares e quase oito toneladas usando os cabelos.
Na linha 'show-man' há o sueco Sven-Eric Soderman, que percorreu 345,6 quilômetros pilotando um carro sobre duas rodas laterais, em uma prova de 10 horas e 38 minutos, dando 108 voltas em um circuito de 3,2 quilômetros. O britânico Russ Swift deu dez giros de 360 graus em 16,07s em um Mitsubishi Lancer Evo VIII e o compatriota dele, Derek Lea, que é dublê profissional e saltou 57,2 metros pilotando um carro que rebocava um trailer.
Os excêntricos também têm espaço no Guinness Book: o norte-americano John O Hara, que comprou um Chevrolet Bel-Air 1953 direto da fábrica, tem o veículo até hoje, detendo o recorde de permanência com o mesmo carro. Na Holanda, os amigos M. Lindert, A. Hogendoorn, J Kalisvart e J.J. Kooy, formam o grupo de carona mais antigo do planeta: desde 1972, eles se revezam levando uns aos outros, de casa para o trabalho e no caminho de volta.
O Guinness Book 2006 tem 228 páginas e pode ser encontrado nas melhores livrarias, ao preço sugerido de R$ 78,00. O ''Guinness World Records'' já foi publicado em 37 idiomas desde a primeira edição, em 1955.


