Grupo francês inaugura fábrica de usinagem de motores no Rio
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sábado, 01 de agosto de 2009
Alberto Komatsu<br> Agência Estado 
Porto Real - O grupo francês PSA Peugeot Citroen inaugurou sexta-feira em Porto Real, no sul fluminense, sua fábrica de usinagem de motores, após investimento de R$ 91 milhões. Os recursos fazem parte do plano de investimento de US$ 500 milhões da montadora para o Mercosul no período de 2007 a 2010. A unidade tem capacidade para produzir 100 mil blocos e 80 mil cabeçotes de motores por ano.
Nessa primeira fase, a fábrica emprega 58 trabalhadores diretos, número que deverá ser ampliado para 70 colaboradores já a partir de agosto. ''A crise teve reflexos no final de 2008 e fomos obrigados a nos adaptar para manter a competitividade. O governo brasileiro reagiu de maneira rápida para impedir a queda de vendas (de veículos). Nós sempre apostamos. O mercado deu sinais em setembro e no primeiro semestre melhorou a expectativa. Nós decidimos manter nossos investimentos e essa aposta parece ter sido acertada'', afirmou o presidente da PSA Peugeo Citroen para a América Latina, Vincent Rambaud.
Produção
O grupo francês divulgou também que pretende aumentar sua participação no mercado brasileiro em 1 ponto porcentual por ano, em média, nos próximos anos. Rambaud admitiu o descontentamento com a atual participação conjunta de mercado das duas marcas francesas no País, de 5,1%.
De acordo com ele, o desempenho da montadora no Brasil poderia estar melhor, mas ele reconhece que a capacidade produtiva no País não acompanhou o aquecimento da demanda quando foi necessário, em setembro do ano passado, quando houve aumento de vendas apesar da crise, que afetou o setor automotivo a partir de outubro.
Outro momento de expansão de vendas aconteceu após o governo brasileiro ter reduzido o IPI para automóveis, em meados do primeiro trimestre. Rambaud afirmou que quando os efeitos da crise no setor foram mais fortes, com queda de 35% nas vendas de veículos em dezembro de 2008, por exemplo, isso tornou difícil qualquer planejamento no setor.
''Ainda estamos ajustando nossa capacidade de produção, mas os problemas estruturais já estão sendo resolvidos. Mas se o mercado brasileiro crescer 50%, é lógico que teremos problemas de novo'', brincou Rambaud.
Segundo ele, outro fator que contribuiu para as marcas Peugeot e Citroen não terem conquistado mais mercado foi o fato de o grupo não ter um modelo nos segmentos popular e de utilitários, nichos de mercado que têm apresentado expansão de demanda.
Rambaud, sem dar maiores detalhes, afirmou que a PSA reserva para 2010 muitas ''surpresas''. O plano estratégico do grupo para o Mercosul entre 2007 e 2010, que inclui investimento de US$ 500 milhões no Brasil e na Argentina, também prevê o lançamento de 12 novos veículos nesse período. Até o momento, já foram lançados sete produtos. Rambaud afirmou que não vai haver mais lançamentos em 2009.
''Não temos planos de lançar um carro popular no curto prazo'', afirmou o executivo. ''Talvez'', respondeu sucintamente Rambaud quando questionado se o plano da montadora, então, está focado no lançamento de um utilitário. Mais tarde, o executivo deu outra pista, a de que as ''surpresas'' para 2010 deviam vir principalmente da marca Peugeot.


