O grupo britânico BBA vai investir US$ 50 milhões na construção de uma fábrica de pastilhas e lonas de freio de veículos em São José dos Campos (SP). A capacidade inicial de produção da unidade será de 10 milhões de peças por ano, com faturamento estimado em US$ 30 milhões. A previsão é pôr as primeiras pastilhas no mercado brasileiro no segundo semestre de 1999.
O objetivo, segundo o presidente da Divisão de Fricção para a América Latina do BBA, Liberto Sanz, é dobrar esse desempenho à medida que os produtos da empresa conquistem mercado, primeiro no Brasil e no Mercosul e, progressivamente, na América do Sul.
A indústria será instalada ao lado de uma fábrica de não-tecidos (material usado na produção de mantas geotêxteis, absorventes femininos, aventais cirúrgicos, entre outros) que o BBA comprou, por US$ 40 milhões, em outubro do ano passado da Rhodia e marcou sua entrada no País.
De acordo com a empresa, serão criados 150 empregos diretos e 600 indiretos com o novo projeto, cuja pedra fundamental foi lançada na quinta-feira pelo ministro britânico para o Comércio, Clinton-Davis. A escolha do Estado de São Paulo para instalar a fábrica de pastilhas e lonas, segundo Liberto Sanz, se deve ao fato de a maioria dos fornecedores de sistemas de freios para as montadoras de veículos estar concentrada na região, como Varga, ITT, Wabco, Bosh e Knorr.
‘‘Viemos para o Brasil atendendo a pedidos de nossos clientes, como Renault, Audi e Mercedes’’, diz Sanz. ‘‘O potencial de mercado é muito grande.’’ Além dos carros zero-quilômetro, o BBA está de olho no mercado de reposição, cuja frota estimada é de 17 milhões de veículos.
‘‘Nossos produtos são feitos sem amianto, matéria-prima que já é proibida para pastilhas de freio em muitos países, por causa dos danos que pode provocar à saúde’’, afirma Sanz.

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