São Paulo - No Brasil desde 2011, a quarta geração do Jeep Grand Cherokee agora tem sua linha completa no País. Na última semana, o grupo Chrysler do Brasil fez o lançamento da versão CRD, com motor V6 3.0, movido a diesel. Uma opção de combustível que, como o próprio departamento de comunicação da Chrysler admite, é uma exigência para muitos clientes e possíveis consumidores de utilitários esportivos de luxo. O motor está disponível apenas na opção mais completa e luxuosa do utilitário, a Limited.
O motor gera 241 cavalos de potência máxima, mas se destaca pelo torque de 56 kgfm, uma diferença significativa com relação a motorização da versão movida a gasolina, que gera 35,4 kgfm.
A novidade pode ser testada no mesmo evento de lançamento do Dodge Durango. O percurso foi curto, cerca de 50 quilômetros, com um pouco de asfalto e um pequeno trecho de estrada de terra.
Na rodovia, o Cherokee mostra toda sua agressividade, com um torque máximo que já está disponível em uma rotação baixa, entre 1.800 e 2.800 rpm. Já a potência, chega ao seu limite a 4.000 rpm.
Números que são 10% melhores do que o propulsor a diesel utilizado na antiga versão do Cherokee, segundo informações da Chrysler, e que resultam em uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8,2 segundos.
Na prática, parece ser isso mesmo, já que não é preciso se esforçar muito para chegar a velocidades altas com o utilitário. A agilidade para ultrapassar também é garantida e a transmissão automática de cinco velocidades (com overdrive) proporciona trocas precisas, entregando ao motorista exatamente aquilo que precisa e "comunica", ao aumentar ou reduzir a velocidade.
Depois de um pouco de asfalto, o teste organizado pela Chrysler seguiu para uma área fora da estrada, mas que proporcionou um percurso off-road de leve intensidade, ou seja, algo que não chega nem perto da capacidade que o modelo provavelmente tem de superar, graças à sua tração 4x4 e alto torque.
Por isso, nas poucas oportunidades de buracos, desníveis, trechos alagados ou com lama, a reportagem da FOLHA fez questão de acelerar e não desviar de nada. Em determinado momento, o que seria um belo atoleiro para um veículo comum, não foi páreo para o desempenho do Grand Cherokee, que nem precisou do engate de reduzida para isso.
Com tal modo de direção, o carro mostra ainda mais força e capacidade para grandes desafios off-road.
A tração integral pode ser ajustada para diferentes tipos de solo com o sistema "Select-Terrain", que coordena até 12 combinações diferentes do conjunto "motor-transmissão", sistemas de frenagem, mudanças de marchas, caixa de transferência, controle de tração e de estabilidade.
Pegar a estrada ou viajar fora dela, é uma experiência que, com o Grand Cherokee Limited, não dispensa um nível significativo de luxo e conforto. O acabamento interno tem muito couro e, como em um bom carro americano, partes com madeira, além de ser acarpetado.
De série, vem equipado com itens como ar condicionado digital, câmera de ré, sistema de entretenimento traseiro com tela de DVD de 10 polegadas, teto solar com abertura e fechamento expressos e central de informações do veículo programável.
No quesito segurança, o SUV conta com proteção de airbags para todos os ocupantes, controle de velocidade em descidas, controle eletrônico de estabilidade e de velocidade de cruzeiro.
O Jeep Grand Cherokee Limited CRD chega ao mercado com preço de tabela de R$ 219,9 mil.
O repórter viajou a São Paulo a convite da Chrysler.

Imagem ilustrativa da imagem Grand Cherokee ganha novo propulsor turbodiesel
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