Grand Caravan LE é surpreendente
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de dezembro de 1998
Paulo Rollo Especial para a Folha Carro & Cia 
Nas ruas é notório o crescimento de vendas de minivans no Brasil. A Chrysler lidera o segmento, com 63,4% do mercado, tendo vendido 482 unidades em 96, 1.215 em 1997 e, mesmo com o mercado de automóveis em franca queda, estima fechar 1998 com 1.400 unidades vendidas. E as opções de modelos, marcas e preços não é menor que esta demanda.
Talvez o único ponto desfavorável em relação a estes veículos venha do motorista que pare atrás de uma, no trânsito: estando em um automóvel normal fica difícil olhar o que acontece adiante... Na verdade as minivans representam projetos inteligentes, que visam o melhor aproveitamento possível do habitáculo, tanto que uma Caravan não é tão grande como parece.
O majestoso Parque Nacional do Iguaçu, onde a natureza está sendo preservada pelo homem da regiãoMede 4732 mm de comprimento, 88 mm a menos que um Volvo S 40, ou apenas 57 mm a mais que um VW Passat! A versão que testamos, Grand Caravan LE, é um pouco maior, contando com 5069 mm. Dotada de motorização V6 com 3.3 litros e 158 cv, nossa Grand Caravan estava configurada para sete passageiros, podendo variar de 6 a 8, dependendo do modelo.
A versão para 6 passageiros, por exemplo, e é importante frisar, os transporta com total e absoluto conforto, já que cada banco, ou melhor, poltrona é individual, contando inclusive com apoios retrateis para os braços e permitindo uma grande variedade de posicionamentos destes bancos.
Em termos de equipamentos A Grand Caravan não deixa a desejar: Cruise Control, air bag duplo, câmbio automático, ar condicionado (com ajustes independentes para o motorista, passageiro dianteiro e passageiros traseiros), retração elétrica dos espelhos exteriores (caso a entrada de sua garagem seja apertada), janelas traseiras basculantes com comando elétrico, computador de bordo completo (contando inclusive com bússola), excelente iluminação interna (com várias opções), trava automática das portas quando o veículo atinge 25 km/h, bancos em couro com aquecimento e ajustes elétricos (motorista) com memória, controle de tração, entre outros.
Quanto às portas traseiras, a Chrysler conseguiu unir definitivamente a praticidade da porta corrediça com a estética. E colocou-a dos dois lados, resolvendo um problema crucial da seguinte forma: se o veículo estiver em abastecimento, a porta do lado esquerdo não se abrirá. Outros pequenos detalhes existentes podem vir a ser úteis, como por exemplo a tomada de força existente na parte traseira do habitáculo.
Os inúmeros porta copos-latas espalhados de forma inteligente pelo veículo são bastante simpáticos, faltando apenas mais rodovias decentes em nosso país para que possamos utilizá-los com tranquilidade... Os espaços entre os bancos e a altura do veículo permitem que se circule facilmente dentro desta mini-van. Há ainda a versão AWD (All Whell Drive, ou tração em todas as rodas).
Os poucos itens que merecem crítica são o som, que poderia ser um pouco mais potente e o consumo, que se revelou algo elevado, com médias que variaram entre 5,8 km/L na cidade e 8,8 na estrada. A 100 km/h constantes a melhor media obtida foi de 10,5 km/L, com gasolina tipo Ultra, de 97.5 octanas, na Argentina. Com este mesmo combustível chegamos a impressionante velocidade máxima de 191,3 km/h, nada mal para uma minivan... E só não fomos além devido ao sistema de corte da ignição, dispositivo de segurança que atua próximo aos 5.500 rpm.
E a sensação de segurança é enorme, sob quaisquer condições, o que comprova a qualidade do projeto. Todas as pessoas que tiveram a oportunidade de conduzir a Grand Caravan durante o teste se rasgaram em elogios. Pena que aqui no Brasil, devido às altas cargas tributárias, seu preço seja alto: a partir de R$ 50.750 na versão 4 cilindros (2.4L, 147 H.P.) podendo chegar a quase R$ 73.000 na versão 3.8 AWD top. (180 HP.).
Porém não resta dúvida: para quem tem família grande e pode pagar por ela, cada centavo estará bem empregado. Uma curiosidade: não conseguimos descobrir em que local fica... o extintor de incêndio! E o manual do usuário também não o cita. Pênalti!
FICHA TÉCNICA


