Governo exige venda mínima de 1,35 mi para baixar o IPI Agência Estado De São Paulo O governo federal vai exigir que as montadoras se comprometam a vender no mínimo 1,350 milhão de automóveis e comerciais leves neste ano para participar do projeto de renovação da frota. O desconto de R$ 700 na cobrança do IPI - proposto pelas empresas para compor o bônus de R$ 1.800 para quem entregar o carro velho para sucatamento - só será concedido para as unidades que ultrapassarem esse volume. A exigência, feita pelo secretário de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Hélio Mattar, pegou de surpresa o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto. ‘‘Nós nos comprometemos a bancar a renúncia fiscal do governo se as vendas não ultrapassassem 1,19 milhão de unidades’’, disse. ‘‘Este número é novo e temos de estudar se é viável.’’ Pinheiro Neto reclamou que a exigência do governo para com a Anfavea ‘‘tem sido crescente e não cabe somente às montadoras o ônus do projeto de renovação.’’ Ele e Mattar participaram, em São Paulo, de seminário sobre a renovação da frota, na Assembléia Legislativa. Mattar afirmou que o governo federal só deverá decidir sua participação no projeto em um mês. Vários detalhes da proposta estão em estudo, mas adiantou que, caso o governo participe, vai exigir das montadoras o compromisso de repassar para o valor do bônus qualquer reajuste de preço dos carros na vigência do programa. O governador Mário Covas confirmou a intenção de reduzir o ICMS em R$ 500, mas isso precisa de aprovação do Conselho de Política Fazendária. Montadoras e revendas vão participar com R$ 600, compondo assim o bônus de R$ 1.800 na troca de um modelo com mais de 15 anos por um modelo a gasolina. Para o carro a álcool o valor poderá chegar a R$ 3 mil, incluindo redução de IPVA e doação de mil litros de combustível pelos usineiros. Covas afirmou que há no País 5,7 milhões de veículos com mais de 15 anos, que serão objeto da primeira fase do programa.