O primeiro motor turbo de um litro e 16 válvulas responde quando se pisa no acelerador. Além de uma ótima performance em arrancadas, o carro consegue rodar com baixo nível de consumo de combustível. Isso é claro dependendo do pé de cada motorista. Na cidade o consumo é maior do que o indicado pelos testes de fábrica – que apontam para 11,5 km/l –, alcançando uma média de 10 km/l no pára e anda do trânsito.
Mas apesar de se beneficiar do menor IPI (10%) sobre o veículo com motor de 1.0 litro – no caso de produtos com maior cilindrada é cobrado um imposto de 25% –, o preço não apresenta grande vantagem ao consumidor. O valor mínimo pedido pelo Gol Turbo é de R$ 24.259, atingindo no caso da opção completa R$ 28.881 (não está incluso o valor do frete). Já a Parati 1.0 16V Turbo tem preço entre R$ 27.266 e R$ 31.698.
A Folha Carro & Cia avaliou o Gol 1.0 16V Turbo nas ruas e estradas da região de Londrina. Nossa avaliação serve também como parâmetro para se conhecer o desempenho da Parati 1.0 16V Turbo, que apresenta comportamento semelhante.
É só pisar no acelerador para sentir a força do novo equipamento. É bom lembrar que o nível de ruído no interior do veículo é satisfatório, além de ser agradável ouvir o som do motor trabalhando.
No uso diário, o motor demora para ganhar força quando na faixa entre 1.000 e rpm 2.500 rpm, chegando a lembrar do comportamento do propulsor de 1.0 litro. Depois desse número a semelhança é com um motor esportivo com o dobro da cilindrada. Transmite confiança nas arrancadas e ultrapassagens, dando agilidade ao modelo e contribuindo para o prazer de dirigir.
O desempenho chega a ser melhor do que motores equipados com motor de 1.6 litro (leia texto na página 2). A diferença é maior ainda nas retomadas de velocidade, oferecendo boa dirigibilidade.
As mudanças externas no desenho do Gol aparecem primeiro na máscara fumê que emoldura os dois faróis. Além dos vidros verdes mais escuros, pára-brisa degradé, pára-choques e espelhos externos pintados na cor do veículo, grade do radiador sempre preta e faróis de neblina.
Finalmente, o pára-choque dianteiro tem uma segunda entrada de ar, na parte inferior. As rodas de liga leve são exclusivas. Na traseira o destaque é para a antena no teto, o brake ligth (luz de freio) e a ponteira do escapamento, no formato oval. A inscrição ‘‘16V Turbo’’ aparece nos pára-lamas dianteiros e na tampa traseira. O aerofólio é de série no Gol Turbo.
A suspensão recalibrada, aliada aos pneus 185/60 R14 oferecem boa estabilidade, uma característica do modelo. Os freios páram o carro com sucesso.
No interior o carro tem bom nível de acabamento e equipamentos, mas a idade do projeto deixa um pouco a desejar. A maquiagem realizada não conseguiu superar os problemas de visibilidade e ergonomia. Um exemplo são os comandos dos vidros elétricos das portas, colocados abaixo da saída de ventilação. Mesmo de fácil visualização, causam uma certa confusão na hora que são acionados. A melhor solução seria colocá-los nos painéis das portas.
Sem dúvida o novo produto apresenta desempenho e agilidade. A performance é maior do que o automóvel equipado com motor de 1.6, com nível de economia e preços equivalentes.

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