Gol e Parati ganham motor 1.0 16V Turbo
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sábado, 03 de junho de 2000
Samuka Lopes 
O Volkswagen Gol carro líder de vendas há 13 anos no mercado nacional está ganhando uma sobrevida, assim como sua irmã, a Parati que mantém a liderança no segmento de peruas derivadas de automóveis. O turbocompressor é a estrela do momento no motor que empurra esses dois veículos.
O novo motor turbo de 1.0 litro com 16 válvulas equipa o Gol (2 e 4 portas) e a Parati. Os novos produtos chegarão nas lojas na segunda quinzena deste mês, com preços entre R$ 23 mil e R$ 26 mil. Os novos valores são aproximados com as versões de 1.6 e 2.0 litro (no caso da opção básica). Mas o desempenho é superior ao do motor de 1.6 litro e se assemelha com a opção de 2.0 litro.
Depois de ter sido a primeira montadora brasileira a fabricar um motor de 1.0 litro de 16V, o propulsor brasileiro agora ganha mais força e potência após se transformar no primeiro motor turbo brasileiro de 1 litro. O novo equipamento foi projetado e desenvolvido pela Tecnologia do Produto Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo e produzido na fábrica de Motores de São Carlos. 90% dos componentes do novo motor são nacionais.
A Folha Carro & Cia avaliou rapidamente os dois veículos. É só pisar no acelerador para sentir a força do novo equipamento. É bom lembrar que o nível de ruído no interior do veículo é satisfatório, além de ser agradável ouvir o som do motor trabalhando.
De acordo com os números fornecidos pelos fabricante após rodar mais de 1.700 milhão quilômetros em testes , o novo conjunto motopropulsor é capaz de fazer o Gol 16V Turbo saltar de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e a Parati em 9,9 s. A velocidade máxima atingida é de 192 km/h no Gol e 191 km/h na Parati.
A ótima performance é conseguida graças à elevada potência de 112 cv a 5.500 rpm (semelhante a um motor 2.0 aspirado) e torque de 15,8 kgfm a 2.000 rpm. Mas as vantagens não páram por aí. Apesar do bom desempenho, o consumo de combustível é reduzido. O Gol faz 11,5 km/l na cidade e a Parati 11,3 km/l. Na estrada a média atingida pelos dois veículos é de 16,5 km/l.
O engenheiro João Alvarez, gerente executivo responsável pelo desenvolvimento de motores e câmbios da VW explica a fórmula: a alimentação forçada pelo turbocompressor faz a diferença. O turbo empurra muito mais ar para dentro dos cilindros, gerando mais energia na fase da combustão, o que se traduz em aumento de potência.
Alvarez lembra ainda que a potência de um motor de combustão interna depende da massa de ar que é comprimida dentro do cilindro. Para superar a limitação física do motor de 1.0 litro, a VW optou por um sistema de admissão que aumentasse de forma artificial a massa de ar dentro dos dilindros. O resultado foi o 16V Turbo, que gera uma das maiores potências específicas em carros de passeio já vistos no mundo, acrescenta Alvarez.
As mudanças externas no desenho dos modelos mostram uma máscara de cor preta que emoldura os dois faróis. Além de vidros verdes mais escuros, pára-brisa degradé, pára-choques e espelhos externos pintados na cor do veículo, grade do radiador sempre preta e faróis de neblina.
finalmente, o pára-choque dianteiro tem uma segunda entrada de ar, na parte inferior. As rodas de liga leve são exclusivas. Na traseira o destaque é para a antena no teto, o brake ligth (luz de freio) e a ponteira do escapamento, no formato oval. A inscrição 16V Turbo aparece nos pára-lamas dianteiros e na tampa traseira. O aerofólio é de série no Gol Turbo.


