Gol é o preferido entre os paranaenses
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sábado, 21 de agosto de 2010
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Em sua quinta geração, o Gol (VW) continua no topo da preferência dos paranaenses. No mês passado, foram emplacados 2.119 veículos do modelo no Estado contra 1.439 unidades do Uno (Fiat), que ocupa a segunda colocação no mercado, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Regional Paraná (Fenabrave-PR).
No ranking nacional, o desempenho dos dois veículos é repetido, porém, com uma diferença menor. No País, foram comercializados 25.424 modelos Gol, contra 23.163 do Uno. Manutenção barata e bom preço de revenda foram alguns dos atrativos que levaram o assessor de Marketing André Romagnoli a comprar o seu segundo Gol. O primeiro modelo - um Gol CL 1.6 ano 92 - foi adquirido usado em 96. Ficou com a família até o começo deste ano, quando foi substituído por um ''irmão'' zero quilômetro.
''Minha mãe queria um outro modelo, mas gosto da marca e, por isso, optamos pelo Gol, que tem mais mercado (para revender) e o preço não cai muito'', afirma Romagnoli.0 Estatística da Fenabrave-PR aponta ainda que, por segmento, os chamados ''modelos de entrada'' (modelos mais baratos e populares lançados pelas montadoras) são os campeões de venda - e com uma grande diferença sobre o segundo colocado: a categoria dos sedãs pequenos (veja quadro).
Segundo o diretor-geral da Fenabrave-PR, Luís Antônio Sebben, as vendas de veículos devem crescer 6% neste ano com relação na 2009. Além disso, a expectativa é que o desempenho neste segundo semestre seja superior ao registrado nos primeiros seis meses. Tradicionalmente as vendas são divididas em 60% (2o semestre) e 40% (1o semestre). Do total de veículos comercializados, 60% têm preço de até R$ 30 mil.
''No entanto, os modelos vendidos são equipados com opcionais como: ar-condicionado, direção hidráulica e outros itens de segurança e conforto, como vidros e travas elétricas'', diz Sebben. Isso tem ocorrido, segundo ele, devido às condições de pagamento facilitadas pelas montadoras e concessionárias. Ele completa que os chamados ''veículos de entrada'' estão mais restritos à frota. Outros segmentos que as vendas têm crescido são o de camionetes e os utilitários esportivos (SUV's).
Um dos pontos que o diretor-geral da Fenabrave-PR destaca são os preços, entre 1,5% e 3% mais baixos do que os praticados há um ano, quando ainda vigorava a redução do Imposto sobre Produto Industrializado, medida de incentivo concedida pelo governo federal para conter o avanço da crise econômica mundial. ''Não há mais uma demanda espontânea e, por isso, estão sendo criadas novas opções para o cliente, para motivar a compra'', afirma.
Segundo ele, essas ''novas opções'' são uma somatória de esforços, divididos entre montadoras e concessionárias. ''As montadoras não querem reduzir a produção. Com a produção em alta, há um limite de estoques e, então, oferecem condições vantajosas para promover as vendas'', observa Sebben. Segundo ele, esses preços mais baixos devem ser mantidos, uma vez que ''não há condições que indiquem uma mudança no atual cenário''. ''A inflação está estável e os preços de matérias-primas como aço e vidro já foram reajustados e absorvidos'', avalia.
Ciclo promissor
A estimativa, segundo ele, é que o mercado de veículos cresça entre 5% e 6% no próximo ano, acompanhando o desempenho do Produto Interno Bruto. ''Ainda é cedo para fazermos projeções, ainda mais porque vai entrar um novo governo. No entanto, não esperamos mudanças na atual política econômica'', afirma. Segundo ele, o mercado vai entrar em um ''ciclo promissor'', uma vez que muitos consumidores investiram na construção civil, segmento que concorre diretamente com os automóveis.
''Muitas pessoas ainda estão pagando financiamento imobiliário ou aluguel e, depois de quitadas essas dívidas vão trocar de carro'', avalia o diretor-geral. Segundo ele, o segmento tem oferecido taxas atrativas para financiamento e o crédito não será escasseado. ''Temos uma base grande de empréstimos hoje e o novo crédito é oriundo dessa carteira e, por isso, não precisamos de novos recursos para expandir. Ainda estamos longe da média do que pode ser feito e do que já foi feito em países com a economia semelhante à brasileira'', argumenta.


