A confirmação do recall da Fiat ocorre três dias depois de a General Motors ter iniciado a convocação de 1,3 milhão de donos de Corsa e 2.672 proprietários do importado Tigra para a instalação de um reforço no trilho que dá suporte aos cintos de segurança. Em ambos os casos o problema não é diretamente com os cintos, mas com peças e equipamentos usados no suporte desses produtos. No caso da GM, há registros de 25 acidentes, dois deles com vítimas fatais.
Cinto se solta
O Ministério Público Estadual (MPE) acompanha o caso e, se julgar necessário, poderá abrir processo criminal para apurar responsabilidades. A promotora Parisina Zeiglaer já encaminhou à Promotoria Criminal ofício para que seja analisada a possibilidade de abertura de inquérito policial para apurar porque a empresa demorou mais de um ano para comunicar aos consumidores sobre o risco de o cinto se soltar em caso de impacto.
Procon espera
O Procon de São Paulo continua analisando os documentos enviados pela GM na quarta-feira com explicações dos motivos do recall, o maior feito por uma montadora brasileira. Já o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça aguarda até amanhã documentos solicitados à GM.