GM atrasará instalação de unidade em Gravataí
O vice-presidente da
General Motors no Brasil, André Beer, afirmou quarta-feira, em Porto Alegre, que a empresa atrasará em meio ano a instalação da indústria gaúcha em Gravataí (região metropolitana). O carro seria lançado no final de 1999. Com os atrasos nas obras de infra-estrutura, isso ocorrerá na metade do ano 2000, disse Beer, em almoço na Federasul (Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul).
Além de anunciar o atraso no cronograma, Beer ameaçou interromper as obras da montadora caso o governo gaúcho não cumpra o contrato firmado
anteriormente. A hipótese existe, mas não é o que gostaríamos. Não vamos negociar cláusulas. Aceitamos discutir opções para o cumprimento do
previsto no contrato, disse.
Beer descartou a hipótese de a GM utilizar recursos próprios para bancar a conclusão do empreendimento, alegando a crise no setor automobilístico
nacional. Teríamos que buscar dinheiro em bancos e isso é inviável, disse.
De acordo com o executivo, que mantém discurso semelhante ao adotado pelos diretores da Ford, a GM ainda tem R$ 51 milhões a receber do Rio Grande do Sul.
O governo gaúcho, que já iniciou negociações com a Ford para estabelecer alternativas ao contrato original, vai se reunir, também, com a GM. Aproveitando-se do impasse existente entre o governo gaúcho e a GM, Santa Catarina entrou na briga para que seus portos - de São Francisco do Sul, Imbituba ou Itajaí - assumam a importação destinada ao Brasil. A previsão atual é que as importações ocorram pelo porto de Rio Grande, próximo ao Uruguai.





