Genuinamente brasileiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de setembro de 2009
Erika Zanon<br> Enviada a São Caetano do Sul 
São Caetano do Sul - A General Motors (GM) do Brasil inaugurou na semana passada a expansão do Centro Tecnológico (CT) da marca, instalado em São Caetano do Sul (SP). Com a nova infraestrutura, a indústria terá agora ferramentas para desenvolver no País carros e demais produtos totalmente voltados para o mercado brasileiro e também para o exterior. Os investimentos para a ampliação somaram US$ 100 milhões.
Na ocasião, foi apresentado o novo modelo da GM, o Chevrolet Agile, totalmente desenvolvido no Centro Tecnológico de São Caetano. Segundo informações da diretoria da GM, o veículo, um modelo hatchback, deverá ser lançado no início do próximo mês. Sem dar detalhes sobre preço, diretores adiantaram somente que se trata de um modelo 1.4 e que será o primeiro modelo da família Viva.
Segundo o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, a ampliação do CT é fundamental na iniciativa da companhia de renovar seu portifólio e cada vez mais oferecer ao consumidor brasileiro mais qualidade e tecnologia nos produtos que vão para o mercado. ''Esse é um dos cinco centros tecnológicos da GM no mundo capaz de projetar um carro completo. E nós vamos explorar toda essa tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos destinados para o Brasil e o mundo'', acrescentou Pinheiro Neto. A GM prevê investimentos de R$ 2 bilhões até 2012.
Para o presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, a ampliação é importante não só para a marca mas para a indústria automobilística brasileira como um todo. De acordo com ele, o Brasil vai terminar o ano com a comercialização próxima de 3,5 milhões de unidades, se consolidando como o 6º maior mercado do mundo. ''Agora que a GM tem capacidade para desenvolver um produto totalmente nacional e para qualquer mercado, o Brasil tem a chance de se tornar um dos 5 maiores mercados de veículos nos próximos dois ou três anos'', afirma Ardila.
Questionado sobre o fato desses investimentos da GM do Brasil terem relação com a crise financeira mundial - a GM internacional foi seriamente prejudicada - e serem uma forma da marca ganhar ainda mais força no País, Pinheiro Neto observou que eles já haviam começado antes da crise. De qualquer forma, ele disse que um acordo entre a GM do Brasil e a matriz nos Estados Unidos, no final do ano passado, definiu que não viria mais recursos de lá para cá nem sairia daqui para lá. ''Isso aumentou nosso capital e nos encorajou a fazer os investimentos de R$ 2 bi'', completou.
De fato, a ampliação do CT, que também incluiu a construção e modernização de novos laboratórios e pistas do campo de provas de Cruz Alta, teve início em 2006. Além da aquisição de novos equipamentos, a GM contratou novos funcionários. Atualmente o CT conta com de 2 mil colaboradores envolvidos diretamente em projetos de criação e desenvolvimento de veículos. Eles estão divididos entre os centros de Engenharia, Design e Manufatura.
O Centro de Design teve seu tamanho quase triplicado e passou para 7.148 metros quadrados de área construída, segundo Carlos Barba, diretor geral de Design da GM América do Sul. O número de funcionários passou de 79 para 190. O Centro de Engenharia conta com uma área construída de 8.935 metros quadrados. Além de continuar o processo de criação de peças e produtos, o objetivo do setor a partir de agora é reduzir o tempo de desenvolvimento dos produtos.
De acordo com o vice-presidente do setor, Pedro Manuchakian, o tempo de desenvolvimento típico de uma lateral externa, por exemplo, era de 24 meses em 1997, caiu para 10 meses em 2009 e a intenção é que nos próximos anos o tempo cai para 6 meses. ''Esse é o nosso desafio'', pontua. Já o Centro de Manufatura ocupa uma área de 9.290 metros quadrados. A construção da ampliação do CT levou em conta o conceito Green Building, que incorpora - por exemplo - tecnologia para redução do consumo de água e energia.
* A jornalista viajou a convite da GM do Brasil


