Pouco mais de um mês depois de implantado em Curitiba, o uso do Gás Natural Veicular (GNV), que chegou prometendo economia aos usuários, está superando expectativas em todas as áreas. A Companhia Paranaense de Gás (Compagás), que coordena a distribuição do gás como combustível, o posto que está revendendo o produto, as empresas que estão fazendo a conversão dos automóveis e os motoristas estão dizendo-se satisfeitos com os resultados.
Segundo números da Compagás, até agora cerca de 500 veículos já foram transformados para andar também com gás (eles continuam tendo a opção de andar com o combustível original). Esse número é, segundo a empresa, quatro vezes maior do que a previsão inicial. ‘‘Imaginávamos estar com 500 veículos transformados lá no quarto mês de operação do GNV’’, diz o presidente da Compagás, Antônio Fernando Krempel.
Os números também surpreenderam em relação às oficinas que fazem a conversão para gás. Na primeira semana, três apenas estavam homologadas para fazer o trabalho. Hoje são 14. Além disso, mesmo aumentando o número de empresas que oferecem o equipamento, o número de conversões diárias não cai. ‘‘Estamos fazendo em média duas conversões por dia desde o início, sem contar que somos também distribuidores dos equipamentos de conversão para outras empresas’’, conta Dante Cordeiro, um dos diretores da Injetgás. O preço da conversão varia de R$ 2,4 mil a R$ 3,3 mil, dependendo do veículo e da capacidade do cilindro.
Para o motorista, um dos principais medos, o das filas, comum em São Paulo, por exemplo, não vem se configurando. De acordo com o dono do Posto Chú, o único até agora que está oferecendo o GNV em Curitiba, Manfred Schmidt, no máximo ficam três veículos na fila, o que, segundo ele, é comum acontecer também em se tratando de outros combustíveis. ‘‘Para abastecer gasolina também tem horas que o motorista precisa esperar’’.
Ele também verifica aumento constante nas vendas do produto. ‘‘Começamos do zero e hoje estamos comercializando cerca de cinco mil metros cúbicos de gás por dia. É um número que cresce todos os dias praticamente’’, afirma, ressaltando que o GNV hoje já responde por cerca de 30% do faturamento do posto e deve chegar a pelo menos 40%.
No mês que vem, pelo menos mais dois estarão oferecendo o GNV na cidade. Segundo a Compagás, até o final do ano deverão ser perto de 15 postos em operação com este combustível.
O representante comercial Marco Antônio Benedetto se diz satisfeito com a conversão de sua Ranger gasolina para gás, feita há um mês. ‘‘Rodo cerca de 250 quilômetros por semana e tenho economizado nesse período, em média R$ 30,00. Além disso, nunca enfrentei fila, e olho que abasteço três vezes por semana’’, afirma Marco Antônio.

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