G4 continua sendo o velho e bom Gol
Os olhos se encantam e se sentem motivados ao olhar a nova geração do Gol. Realmente, o modelo ficou mais bonito.O farol, capô, pára-choques e grade foram bem desenhados. Não há arestas, cantos mal feitos, desleixos. Na traseira, os olhos se fixam nas lanternas. Parecem a do Polo, mas há algo de Gol nelas.
Pela lateral, a passada de olhos é rápida. Nada de novo. Na verdade, os vincos plásticos que antes serviam de proteção para as portas, saíram e deram lugar para outro vinco, feito na própria lataria. Resumo: o visual permanece, mas a proteção some.
Enfim, adentra-se ao carro. No modelo City, o volante 'magrelo' assusta. Vem a lembrança da 1º geração do carro e que passa uma sensação de acabamento simplório. Nas versões Plus e Power o volante é maior, melhor acabado.
Mãos no volante e de cara, o choque com a instrumentação é inevitável. Os acostumados com o amplo painel de instrumentos do Gol vão estranhar o de tamanho compacto no Gol G4. É igual ao do Fox.
O restante do painel, todo bi-color, parece aumentar o espaço. Uma doce e proposital ilusão de ótica: as dimensões permanecem as mesmas.
Dada a partida, o melhor de todo o Gol: o motor. Seja qual deles for, a resposta é sempre ágil e confiante. O câmbio, de engate curto e preciso, dá emoção ao volante, mas perde em conforto e ergonomia.
E por falar em ergonomia, é aí que a coisa pega. Apesar dos comandos do vidro elétrico terem melhorado, o Gol mantém o ''desvio'' da coluna de direção. Não há motorista que não perceba a falta de simetria à frente do volante. O capô ainda impede uma visão melhor da pista e o banco continua lá embaixo.
Teste-drive finalizado, portas trancadas e chave entregue. O veredicto final: o Gol G4 ficou melhor, mais ainda é um Gol. (M.D.B)





