Fusion deve abalar o mercado dos sedãs
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sábado, 29 de abril de 2006
Thiago Mossini<br> De Florianópolis-SC 
A Ford quer voltar às origens e ser novamente conhecida como símbolo do mercado de luxo no setor automotivo, posto que já ocupou nas épocas de Galaxie, Landau e Del Rey. E a grande carta na manga da montadora americana foi tirada no início da semana quando apresentou ao Brasil seu novo carro para concorrer no segmento dos sedãs grandes, o Fusion.
O carro mexicano promete abalar o mercado e derrubar o reinado do Vectra Elite, único carro fabricado no País neste segmento. Mas deve incomodar também os importados Passat, Accord, Peugeot 407, Camry.
Com a chegada do novo carro, o velho belga Mondeo se aposenta no Brasil, mas poderá ainda ser comprado por encomendas - ele continuará sendo fabricado na Bélgica.
O novo carro é encarado na empresa como o maior lançamento da Ford no ano. O Fusion é produzido na cidade de Hermosillo, no México, mas traz uma mescla de tecnologia do Japão, Estados Unidos, México e, agora, Brasil. Num investimento total de US$ 1,2 bilhão.
O carro realmente impressiona, principalmente pela beleza e conforto. É 21 cm mais comprido e 10 cm mais largo do que o Vectra. A Ford se vangloria do projeto, que foi feito especialmente para este carro apesar de ter a platafroma derivada do Mazda 6.
Os espaços internos são maiores em relação ao Vectra também na altura e na largura. O porta malas tem capacidade para 530 litros, contra 526 do carro da GM, seu principal concorrente. O painel é inovador, com um porta-objetos na parte superior, aproveitando melhor o espaço. O volante traz os botões de comando do som, ar condicionado digital, computador de bordo e piloto automático.
No descanso de braço frontal, existem dois porta-objetos em níveis diferentes, além de uma tomada 12 volts e dois porta copos. O banco do motorista tem ajuste elétrico para seis posições e ajuste lombar. O câmbio é automático e os bancos são de couro.
O carro também foi projetado para dar bastante segurança aos passageiros e por isso conta com seis air bags, sendo dois de cortina, com dois estágios, que são acionados de acordo com a distância do passageiro através de sensores.
Por fora, o carro tem design moderno. As faixas cromadas fazem com que o carro não passe despercebido por onde anda. As rodas de liga leve com aro 17 dão uma cara mais esportiva ao sedã.
O grande diferencial do Fusion em relação ao Vectra mexe direto no bolso do do comprador: o consumo de combustível. Segundo testes da Ford, o carro faz 14 km/litro na estrada, mas na prática o consumo deve chegar na casa dos 12 km/litro. Mesmo assim, um carro econômico considerando um motor com 162 cv.
Por enquanto o Brasil só terá o modelo 2.3 a gasolina. Outras versões não estão nos planos da Ford, que garante que por enquanto não há projeto para o motor flex. Segundo a montadora, uma motorização maior levaria o carro a um patamar de preços que não interessa à empresa, acima de R$ 100 mil. A única opção é o teto solar. As cores, por enquanto, são duas: prata e preto.
Apesar de ser fabricado no México e já rodar nos Estados Unidos desde o ano passado, ele foi criado pensando nas cidades da América do Sul, não precisando sofrer uma adaptação para andar nas ruas do Brasil.
Os primeiros carros chegam ao País até o dia 9 de maio, mas só começarão a ser vendidos nas concessionárias a partir de junho. A Folha, no entanto, flagrou um Fusion andando nas ruas de Londrina na terça-feira já devidamente emplacado na cidade. O primeiro lote vem com mil unidades e a Ford já está fazendo o pré-venda.
O principal atrativo para que o carro se dê bem no mercado é o preço. Ele chega ao mercado brasileiro por R$ 79.990. Se o consumidor preferir a versão com teto solar, o preço salta para R$ 84.890, valores bem mais baixos para o segmento, que tem preços próximos dos R$ 100 mil.
* O jornalista viajou a convite da Ford do Brasil


