Frontier volta a ser produzida no Paraná
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de setembro de 2008
Sérgio Ranalli<br> De Florianópolis 
Você quer comprar um veículo confortável para o passeio ou robusto para o trabalho? Prefere um motor potente ou dá prioridade para economia? Gosta mais de lama e obstáculos ou não abre mão da regularidade do asfalto? Para evitar dúvidas, a Nova Nissan Frontier garante que satisfaz todos estes quesitos, com a vantagem de ser paranaense.
O modelo da Nissan que irá enfrentar o competitivo e aquecido mercado de picapes passou, desde agosto, a ser produzido no Brasil, na fábrica de São José dos Pinhais. Para atender a demanda produtiva, a planta abrirá o segundo turno de trabalho, saltando de 326 para 580 colaboradores. O objetivo da Nissan é o de concorrer em todo segmento de versões de cabine dupla e motor a diesel, desde as versões de entrada 4x2 até as opções 4x4 mais completas.
Com a produção nacional, a marca espera vender inicialmente mil unidades por mês. As metas são ambiciosas. Segundo o gerente de Marketing Produto da Nissan do Brasil, Mário Furtado, a expectativa é atingir o terceiro lugar no mercado de picapes cabine dupla diesel.
A picape produzida no Brasil é similar à vendida atualmente, importada da Tailândia, na versão SEL. No modelo nacional, motor e transmissão continuam sendo trazidos do país asiático. Porém, os engenheiros realizaram algumas modificações, tanto nas partes externas, quanto nos elementos estruturais.
A Frontier produzida no Brasil é mais resistente e robusta que as produzidas em outras partes do mundo. Só perde para as versões de uso militar, garante Furtado.
Foram 120 mil quilômetros rodados em quatro meses no País - todas as condições de terreno e clima foram testadas. Com isso, o veículo ganhou proteção extra contra entrada de poeira. Pontos de possível contaminação, como os recortes das portas por onde as dobradiças se movimentam, ganharam proteções que evitam a entrada de terra seca ou areia fina. A rigidez da carroceria mereceu atenção especial, com a adição de pontos de solda e o simples reposicionamento de outros, aumentando a resistência do conjunto a torções. Com um jogo de pneus mais macios e o aprimoramento da fixação de componentes internos, melhorou a acústica geral do modelo.
Para ampliar o conforto dos passageiros, os engenheiros da montadora nacional aumentaram a inclinação do encosto em 5 graus. Na prática, quem senta ali viaja em uma posição mais confortável.
Com a produção local, a família está maior. A Nova Frontier LE, que substitui a versão tailandesa SEL, é a mais potente e sofisticada, com os maiores níveis de potência e torque de seu segmento: motor 2.5 16V turbodiesel com intercooler que gera 172 cavalos. A gama passa a contar com as versões XE, opção menos equipada da linha, e SE, intermediária em relação ao nível de equipamentos. As versões 4x4 ou 4x2 XE e SE têm motor de 144 cavalos. O consumidor também poderá escolher entre seis cores metálicas.
Os preços não foram divulgados, contudo executivos de empresa acreditam que os valores gravitarão na faixa de R$ 85 mil na versão mais simples XE, tração 4x2 sem opcionais, até R$ 125 mil para o modelos LE com tração 4x4 e transmissão automática. Em outubro, os consumidores já encontrarão a Frontier nas concessionárias Nissan.
O motor common-rail turbodiesel, de última geração, aliado à transmissão automática de 5 velocidades, ou com a manual de 6 marchas, é responsável pela economia de combustível. Motivo de preocupação e investimento das montadoras, visto que o preço de petróleo bate sucessivos recordes, fazendo da economia elemento decisivo na escolha do produto.
Utilitários são os campeões de susto na hora das revisões, afinal peças e manutenção de picapes são muito mais caras do que veículos comuns. Para evitar surpresas a Nissan criou uma tabela na qual o consumidor já sabe quanto gastará em peças nas revisões previstas no manual. São cerca de R$ 3,2 mil até a revisão de 80 mil quilômetros - esse valor não inclui mão-de-obra.


