FPT deve produzir 400 mil motores por ano até 2014
Curitiba - Oficialmente inaugurada na última quarta-feira, a fábrica da FPT - Fiat Powertrain Technologies de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) amplia a opção de propulsores para a linha Fiat nacional e deve abastecer no futuro o mercado externo. No auge da operação, previsto para ser atingido em 2014, produzirá 400 mil motores da família E.torQ por ano, fruto de um investimento estimado de R$ 250 milhões.
Operando na antiga sede da Tritec Motors, que exportava toda a produção de seu motor 1.6 16V, que equipava algumas versões do Mini e do Chrysler PT Cruiser, a FPT Campo Largo amplia a gama de produtos da empresa, que já conta com unidades produtivas em Betim (linha Fire) e Sete Lagoas (motores diesel), ambas em Minas Gerais.
Sobre a base do motor Tritec, os engenheiros da Fiat desenvolveram cinco versões de propulsores médios: 1.6 16V e 1.8 16V flex para o mercado nacional, 1.6 16V e 1.8 16V a gasolina para exportação e uma inédita versão SULEV (sigla em inglês para veículo com baixíssimas taxas de emissões de poluentes), ainda não finalizada. De acordo com a fábrica, a nova família de propulsores apresenta os melhores índices mundiais de torque máximo em sua cilindrada e já conta com uma série de potenciais compradores ao redor do mundo.
Apesar de ser baseada no propulsor Tritec, a linha E.torQ tem, segunda a FPT, 70% de componentes novos. Em suma, apenas componentes periféricos foram mantidos, já que itens como bloco, virabrequim, cabeçote, bielas e pistões são totalmente novos. Além da curva de torque quase plana, o principal desafio dos engenheiros da FPT foi o de reduzir as emissões - segundo a fábrica, para um nível 40% inferior ao máximo previsto pela legislação ambiental vigente. Os novos motores, ainda de acordo com a FPT, são 5% mais econômicos e menos poluentes que os 1.8 de origem GM utilizados anteriormente pelo Punto e ainda adotados pela linha Palio. Outra mudança en relação aos motores Tritec é o aumento do índice de nacionalização, que passou de 70% para 90% e deve chegar a 95% no ano que vem.
Entre as características técnicas da nova família de motores, a FPT destaca a leveza e a resistência das partes móveis, e as dimensões menores em relação aos concorrentes de mesma cilindrada. Fatores obtidos pela utilização de bielas forjadas e fraturadas, que garantem maior precisão de montagem, pistões mais leves e com menor atrito, a coletor de admissão e tampa do cabeçote em plástico. Outro avanço é a adoção de corrente de distribuição - que segundo a fábrica não necessita de manutenção periódica e dura toda a vida útil do propulsor - em substituição à correia dentada.





