DivulgaçãoLuxoO novo Taurus teve seu comprimento aumentado de 4,87 metros para 5,01 metros; assim como a distância entre-eixos, que ganhou mais 6 cm e agora tem 2,75 m; o motor é um V6 de 3.0 litros, 24 V e 200 cv


O Taurus está de volta. O modelo inaugurou a linha de carros importados pela Ford do Brasil em maio de 1994, mas parou de vir no ano seguinte com o aumento da alíquota de importação de 35% para 70%. Com o novo regime automotivo, que permite às montadoras brasileiras novamente importar com alíquotas de 35%, o modelo retorna às vitrines dos revendedores Ford em todo o País.
A reestréia em solo nacional do automóvel mais vendido nos Estados Unidos aconteceu no 19º Salão do Automóvel de São Paulo, realizado no final do mês de outubro. Deve chegar às revendas nos próximos 30 dias. Apesar de ostentar o mesmo nome, o novo Taurus, reestilizado ano passado, tem pouco a ver com o antigo modelo, principalmente na parte estética.
O sedã de quatro portas ficou mais encorpado. Passou de 4,87 m para 5,01 m de comprimento e ganhou mais 6 cm na distância entre-eixos, que agora é de 2,75 m. As linhas ficaram extremamente arredondadas e deixaram o modelo mais em sintonia com a tendência atual da indústria automobilística mundial. Tudo no design do carro é baseado em ângulos suaves, do conjunto ótico ao friso lateral, passando pelos vidros laterais e traseiro.

DivulgaçãoRedondoDe frente, o modelo da Ford lembra o Chrysler Neon; as linhas estão mais arredondadas, com ângulos suaves





Os pára-choques também abandonaram totalmente os traços retos e estão incorporados à carroceria como se fossem uma peça só. Apesar de tanta modernidade, entretanto, o desenho do novo Taurus não é totalmente original, pelo menos na parte dianteira. Visto de frente, o modelo da Ford lembra muito o Chrysler Neon, principalmente nos faróis e no desenho do capô.
Essas semelhanças com o modelo da montadora concorrente, entretanto, não tiram os méritos do Taurus, que também ganhou mais fôlego. O carro que será importado para o Brasil, assim como o antigo modelo, virá equipado com um propulsor V6 de 3.0 litros. De acordo com a Ford, este motor só requer manutenção aos 160 mil km. Antes disso, só são necessárias as trocas normais de óleo.
A grande diferença em relação ao propulsor do modelo anterior fica localizada no cabeçote. Ele agora abriga 24 válvulas, ao invés das 12 válvulas do motor anterior. Graças a esta alteração, o motor passou a gerar 200 cv a 5.750 rpm e torque de 24,8 kgfm a 5.400 giros, contra os 140 cv a 4.800 rpm e 22.5 kgfm a 3.250 rpm do antigo modelo.
Estes números são obtidos com o câmbio automático de quatro velocidades que foi mantido neste modelo e continua sendo a única opção para o Taurus no Brasil. Para conter o bom desempenho, os freios também continuam os mesmos: discos na frente e atrás, gerenciados pelo sistema anti-travamento de freios ABS. Em compensação, a suspensão foi retrabalhada. Na frente ela se manteve do tipo McPherson com barra estabilizadora. Atrás, entretanto, a McPherson cede lugar para o conjunto quadralink, também com barra estabilizadora.



Opcionais se
resumem ao teto
solar elétrico e
aos bancos de couro
Quando começou a ser importado para o Brasil, o Taurus possuía duas opções de acabamento. Agora, o sedã retornará ao mercado nacional em uma única versão, LX, a mais luxuosa. Por isso, o carro já chegará às lojas com requintes mínimos esperados em um carro desta estirpe, como ar condicionado, trio elétrico e direção hidráulica.
O modelo ainda vem com alarme anti-furto, banco do motorista com regulagem elétrica e apoios de braço no meio dos bancos dianteiros e no encosto do banco traseiro. Em termos de segurança, o Taurus LX acena com o air bag duplo para motorista e passageiro, cintos de três pontas na frente e nas laterais da parte de trás.

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