O principal executivo mundial da Ford, Jacques Nasser, e o seu vice-presidente, Wayne Booker, estiveram no Brasil para participar de reuniões fechadas com a direção da Ford Brasil, que está concluindo investimentos de US$ 3 bilhões no País e poderá ter investimentos semelhantes para os próximos cinco anos. A análise está sendo feita pela cúpula da Ford no País e na matriz, nos Estados Unidos.
O fato mais importante das reuniões é a confirmação de que a Ford Brasil, que iniciará em junho a produção de uma linha especial de motores Zetec, com 8 valvulas, e além de destinar o novo produto para os automóveis das linhas Ka, Fiesta e a picape Currier, também vai exportá-lo para os Estados Unidos, Mercosul e Europa.
A idéia é a Ford Brasil ampliar suas exportações, que no ano passado chegaram a US$ 1 bilhão. Ainda neste ano, será mantido o valor de US$ 1 bilhão, por causa da desvalorização do real, e com isso terá de exportar mais para fazer a marca de US$ 1 bilhão novamente, segundo o que se discutiu na reunião da Ford com o seu principal executivo mundial, em São Paulo. Deverá também exportar as caixas de câmbio que produz em Taubaté.
Também está decidida a instalação da fábrica de Guaíba (RS), onde a Ford investirá US$ 500 milhões. Essa fábrica usa tecnologia de fabricação que depende de fornecedores locais, que trabalham no sistema just in time, sem formação de estoques e, portanto, com custos menores.
Booker, o principal estrategista da Ford mundial, acompanhou as reuniões, já analisando planos de futuros investimentos da sua companhia no País. A Ford que ficou durante algum tempo com a produção estagnada e após o término da Autolatina, há quatro anos, voltou a produzir independente da Volkswagen, está buscando ampliar a participação no mercado.

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