Agência Estado
De São Paulo
O presidente da Ford do Brasil, Antonio Maciel Neto, confirmou a produção de um veículo a álcool pela montadora no primeiro semestre deste ano. O modelo lançado deve ser a perua Escort, equipada com o novo motor Zetec Rocam, produzido desde setembro do ano passado na fábrica da Ford em Taubaté.
O diretor de Assuntos Corporativos da Ford, Célio Batalha, informou que os veículos a álcool deverão ser produzidos sob encomenda. Segundo ele, a partir do novo motor Zetec Rocam movido a álcool, a Ford poderá equipar outros modelos, como o Fiesta e o Ka.
Na opinião de Batalha, a definição do álcool como matriz energética para a frota automotiva do País, deve ser discutida independentemente do Programa de Renovação da Frota Nacional. ‘‘A discussão sobre a renovação da frota não tem nada a ver com a reintrodução do álcool como matriz energética’’, afirmou o diretor, que participou esta manhã com o presidente da Ford do Fórum Abimaq 2000, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, em São Paulo.
O governador de São Paulo, Mário Covas, criticou esta semana a demora da General Motors e da Ford em lançar veículos a álcool. A GM havia programado o lançamento do Corsa 1.0 a álcool para janeiro, mas até o momento não há previsão para a chegada do modelo ao mercado. Nos dois primeiros meses do ano foram produzidas 2,1 mil unidades de veículos a álcool, o equivalente a 1,2% do total.
O presidente da Ford disse também que os efeitos da compra da inglesa Land Rover pelo grupo só serão observados nos próximos 60 dias. ‘‘Ainda há entendimentos e ajustes a serem feitos na Europa e nos Estados Unidos’’, afirmou.
Segundo ele, a integração das atividades das duas montadoras deve ser concluída em seis meses, a exemplo do que ocorreu na compra da sueca Volvo Automóveis pela Ford no ano passado. O executivo não quis comentar a aliança entre a General Motors e a Fiat, formalizada na semana passada.