Ford inova com a picape Tonka
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sábado, 25 de maio de 2002
Da Redação 
A pick-up conceito Mighty F-350 Tonka foi uma das principais atrações da Ford no Salão Internacional do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos, no começo deste ano. Trata-se de uma picape conceito feita para enfrentar a Dodge Power Wagon, outra grandalhona americana.
O nome Tonka surgiu inicialmente dos caminhõezinhos de brinquedo da Metalcraft em 1947 e a palavra é do vocabulário dos índios Sioux, que significa grande.
Enorme, alta e com rodas duplas na traseira, o ponto forte da Tonka é o espaço interno, que parece bem maior graças as portas laterais de abertura central.
O interior da Tonka é ainda mais intrigante que o exterior. Os instrumentos do painel são modulares, intercambiáveis e podem ser trocados de posição. O banco do motorista é flutuante com sistema de amortecedores como nos mais modernos caminhões de carga. Sua capacidade é para 5 passageiros com um sexto, eventual, entre os bancos da frente. Os freios são a disco nas 4 rodas e as rodas são de aro 22 com pneus 315/60R.
O motor é um V8 a diesel turbo conceitual, de 6 litros, 32 válvulas chegando aos 350 cv e imensos 83 kgfm de torque, produzido pela International Motors. Caso venha a ser produzida, a Tonka receberá um sistema, ainda em estudos, chamado HLA (Assistência Hidráulica de Partida) que promete economia de combustível entre 25 e 35% em uso urbano. O HLA armazena hidraulicamente a força desperdiçada na desaceleração do caminhão e ao se pisar no acelerador, o depósito de fluído hidráulico é liberado e, através de uma embreagem automática soma torque ao trem de força. A transmissão é 4x4 convencional com reduzida e diferencial traseiro auto-blocante.
A suspensão incopora molas a ar e eixos rígidos na dianteira e traseira. Uma das curiosidades da picape é que ela se abaixa para facilitar a carga e a descarga na caçamba. Quando as portas são abertas, a picape abaixa 10 cm e os estribos laterais entram em posição.
Todas as lâmpadas externas são diodos LED, mas com uma tecnologia avançadíssima que fez crescer estes sistemas sem filamentos, que não se queimam e são, teoricamente eternos para dispositivos reais de iluminação, com resposta instantânea de acendimento e apagamento, bem diferentes das lâmpadas convencionais e halógenas, oferecendo 50% a menos de consumo elétrico.


