Documentos da Ford Motor Company revelaram que a empresa tinha dúvidas sobre a estabilidade de sua caminhonete Explorer pelo menos um ano antes do dia 9 de agosto, quando foram retirados do mercado os pneus defeituosos Firestone, informou a última edição da Newsweek.
Carlos Maron, membro da Ford na Venezuela, escreveu em 8 de abril de 1999 um e-mail à sede da companhia em Dearbon (Michigan, nordeste), citando planos de agregar um mecanismo anti-vibração às caminhonetes Explorer para ‘‘aumentar significativamente sua estabilidade a altas velocidades’’, e mencionado queixas por problemas de estabilidade e de pneus por parte de proprietários venezuelanos do veículo.
‘‘Os acidentes continuam acontecendo, o rumor já está nas ruas e pode chegar à imprensa a qualquer momento’’, escreveu Maron em 11 de agosto de 1999 segundo a versão da Newsweek.
Antes disso, tanto a Ford como a Firestone estiveram envolvidas em vários processos legais relacionados a pneus defeituosos. Por exemplo, em maio de 1998 a Ford pagou 101 mil dólares a família de um homem de Oklahoma que faleceu junto a seu neto de seis anos em um acidente no qual um dos pneus Firestone de sua caminhonete Explorer arrebentou, informou a revista Newsweek.
A fabricante de pneus japonesa Bridgestone, propietária da Firestone, decidiu em 9 de agosto retirar do mercado aproximadamente 6,5 milhões de pneus nos Estados Unidos.
Foi informado que esses pneus arrebentam ou despedaçam a velocidades entre 100 e 120 km/h, o que deve ter provocado a morte de aproximadamente 100 pessoas nos Estados Unidos, de acordo com a National Highway Traffic Safety Administration norte-americana.