A Ford Ranger, primeira picape média do Brasil a contar com motor eletrônico diesel, agora traz mais uma novidade: o motor 2.3 l a gasolina preparado para conversão ao gás natural veicular (GNV), com manutenção da garantia de fábrica. A partir de 2007, todos os modelos da Ranger estão preparados para receber KIT GNV de quinta geração, que preserva a garantia original do veículo quando aplicado conforme as especificações recomendadas pela Ford.
  O cliente que optar pela Ranger com essa modificação tem uma série de vantagens. Além da picape a gasolina custar cerca de 30% menos em comparação com os modelos a diesel, ele pode obter uma economia de até 70% no gasto com combustível usando o gás em vez da gasolina. Economiza também no preço do seguro e, em alguns estados, ainda tem desconto no valor do IPVA. Sem contar que o gás é um combustível limpo, com redução nos níveis de emissão de monóxido de carbono.
  ‘‘A Ford está atenta à demanda do consumidor por combustíveis alternativos e foi buscar para a Ranger, a possibilidade de conversão para o sistema a gás mais avançado do mercado, de quinta geração, com injeção multiponto sequencial. É um sistema confiável e eficiente, que mantém o conhecido padrão de dirigibilidade da picape, com baixo custo de manutenção’’, diz Wilson Vasconcellos Filho, gerente de Marketing de Picapes da Ford.
  Essa tecnologia, aliada aos aperfeiçoamentos feitos no motor, elimina as desvantagens normalmente verificadas nas conversões comuns, como perda elevada de potência e menor durabilidade. Em toda conversão da gasolina para o gás há uma redução da potência do motor, devido à menor eficiência volumétrica. Na Ranger convertida com o kit GNV recomendado, essa diferença é de apenas 10%, praticamente a metade da verificada nos sistemas convencionais.
  A essas vantagens se somam ainda: ausência de perda de potência com o combustível original (não usa misturador); ausência do problema de ‘‘back-fire’’; melhor dirigibilidade; melhor custo competitivo; fácil diagnóstico de problemas; menor desgaste; baixo custo de manutenção.

Potência e economia
  Rodando com gás, a Ranger desenvolve a potência de 133 cv (a 5.250 rpm) e torque de 191 Nm (a 3.750 rpm). Com gasolina, desenvolve a potência de 150 cv (a 5.250 rpm) e torque de 218 Nm (a 3.750 rpm). O seu consumo com gasolina é de 12,6 km/l em ciclo estrada e de 8,9 km/l em ciclo urbano (valores obtidos em condições de teste, com combustível padrão (m1)) Com gás este valor é de 9 km/m 3, o que representa uma autonomia adicional de 225 km com cilindro de 25 m3 de gás.
  O motor Duratec 2.3 l da Ranger, produzido nos Estados Unidos, é o primeiro da categoria no País com bloco, cárter e cabeçote de alumínio e 16 válvulas para aplicação no segmento de picapes. Na preparação para uso do gás, ele recebeu uma série de aprimoramentos que melhoraram o seu desempenho também com gasolina. Mudanças no cabeçote aumentaram o fluxo de ar para os cilindros e por este motivo, esta versão é conhecida como ‘‘high flow’’.
  Os insertos do assentamento das válvulas tiveram sua dureza aumentada e as válvulas de admissão foram melhoradas com a aplicação a plasma de um pó a base de cobalto, garantindo maior resistência do material Eatonite 6. Essas mudanças, junto com uma nova calibração, garantem ao motor a mesma durabilidade com gás ou gasolina.
Partida rápida
  O kit de conversão para a Ranger é disponível com cilindro de 25 m3 (100 litros), que é instalado na caçamba e proporciona uma autonomia adicional à picape de 225 km.
  A partida do motor é sempre feita com gasolina, o que garante uma resposta pronta, com lubrificação adequada e maior durabilidade. O corte dos injetores de gasolina é comandado pelo módulo eletrônico de gás, considerando a temperatura da água do motor e o tempo a partir do arranque do motor.
  Após a partida, a passagem para o GNV ocorre seqüencialmente e de forma suave. A comutação de um combustivel para o outro é efetuada um injetor por vez. E a comutação de cada injetor ocorre a cada três ciclos.
  Um botão no painel permite selecionar a qualquer tempo o combustível desejado. Junto dele, um conjunto de quatro LEDs sinaliza o volume de gás disponível no tanque. Quando o gás acaba, o sistema muda automaticamente para a gasolina. Como esta substituição é suave, um alarme sonoro indica a troca do combustível.
  Como a partida do motor é sempre feita com gasolina e para evitar qualquer dano na bomba de combustível, é recomendável que o usuário mantenha sempre ¼ (um quarto) de gasolina no tanque de combustível do veículo.

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