FOLHA acelera novo Mini Paceman
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sábado, 31 de agosto de 2013
João Fortes<br> Reportagem Local 
Quando um novo produto da Mini Cooper é lançado no mercado já se espera por um modelo cheio de estilo, para clientes que buscam algo a mais, além do simples ato de dirigir.
Atestando essa ideia, a marca apresentou, em setembro do ano passado, no Salão do Automóvel de Paris, a sétima variação do "carrinho" inglês que faz tanto sucesso pelo mundo, o Mini Cooper Paceman. Já no mês seguinte ele foi exibido no Salão do Automóvel de São Paulo e em maio de 2013 chegou às concessionárias brasileiras, em versão única batizada de "S", a partir de R$ 139,9 mil. Desde então vem recebendo muitos elogios e, principalmente, observações sobre seu design ousado, pela imprensa especializada de diversos países.
Na frente do veículo predomina a robustez e a "cara de mau" é evidente. Mas o desenho continua com teto caindo em direção à traseira e a lateral é mais "magra". Atrás, o modelo tem como destaque o novo desenho das lanternas, com padrão horizontal.
Mas afinal é um coupé? Talvez um crossover? Uma mistura dos dois? Ou somente uma versão duas portas do Mini Jhon Works renovada? Nenhuma das alternativas. Lá no exterior, a marca o descreve como um sports activity vehicle e para o Brasil a tradução foi adaptada para coupé para atividades esportivas.
Categorias à parte, não há como negar a grande semelhança do Paceman com um SUV da Land Rover, o Range Rover Evoque. A aparência de mini Evoque, claro, fica somente no visual externo.
O Pacemam está equipado com o mesmo conjunto mecânico da família Mini: motor 1.6 turbo que gera 184 cavalos de potência máxima e 24 kgfm de torque, além da transmissão automática de seis velocidades. Combinação que faz o baixinho acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos.
Na última semana, a reportagem da FOLHA testou estes e outros atributos do Paceman, que foi disponibilizado pela concessionária Euro Import, de Londrina.
Já na primeira pisada no acelerador o carrinho sai com os giros lá em cima, respondendo com um ronco que demonstra muito fôlego para subir o velocímetro rapidamente.
Mantendo a aceleração mais forte, ele ganha um ritmo "nervoso", mas com trocas de marchas eficientes e sem trancos. É possível utilizar o câmbio em módulo manual, na alavanca ou nas borboletas do volante.
Para quem quer um pouco mais de esportividade, basta acionar o botão Sport, localizado logo à frente do câmbio. Ao acioná-lo, o motorista tem à mão uma direção mais firme, marchas mas esticadas e mudanças no mapeamento de aceleração.
Por se tratar de um simples botão que promove todas essas mudanças, a função mostra-se muito útil nas situações em que o motorista precisa fazer uma manobra rápida e precisa, como por exemplo, uma ultrapassagem com pouca pista livre à frente.
Para completar o perfil esportivo, o Paceman tem suspensão independente e rígida, o que por um lado requer atenção do motorista com relação aos buracos na pista, mas também proporciona um comportamento dinâmico, além de reforçar a ideia que permeia a proposta de fun drive - ou direção divertida - da marca, ao comparar a direção de um mini com a pilotagem de um kart.
O pequeno carro também demonstra que não tem medo de curvas, nem mesmo as mais sinuosas ou aquelas feitas em alta velocidade. A aderência ao solo (teste feito apenas em solo seco) é bem satisfatória e a carroceria se mantém firme, com pouquíssima movimentação lateral.
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