Parece que a Ford acertou a mão ao conceber o Focus. O novo modelo médio da marca, que está sendo vendido no mercado nacional, importado da Argentina, traz várias qualidades que prometem agradar em cheio os consumidores mais exigentes.
Bonito, com ar futurista e com um acabamento primoroso, o Focus marca uma nova era para a Ford. Surge para competir em um segmento bastante concorrido, onde estão Chevrolet Vectra e Astra, Fiat Brava e Marea, Toyota Corolla, Renault Mégane e os novíssimos Volkswagen Bora e Honda Civic.
A versão sedã do Focus, avaliada pela Folha Carro & Cia, mostrou que é no desenho ousado que está o principal chamariz de vendas do modelo. As linhas, inspiradas no revolucionário Ka, atraem muitos olhares nas ruas.
Os faróis e capô inclinados ajudaram muito, não só na beleza, mas também no atrito com o ar, o que na prática corresponde a um nível de ruído menor no interior do veículo. O desenho arrojado só traz um pouco de prejuízo para a visibilidade dianteira e traseira, principalmente nas manobras de estacionamento. O porta-malas alto é capaz de acomodar até 490 litros de combustível, um número respeitável se comparado aos concorrentes (veja quadro comparativo).
O Focus também traz boas soluções para os ocupantes. Além do visual moderno e ergonômico do painel, o carro conta com equipamentos que melhoram a condução do veículo, como a direção hidráulica progressiva (firme e segura), que conta com ajustes de altura e profundidade (indispensável para pessoas altas); som com controle automático de volume (o som se eleva e abaixa automaticamente dependendo da velocidade); comandos do som junto ao volante; ajuste elétrico da altura do banco do motorista; computador de bordo; vidros elétricos com acionamento por um toque; regulagem elétrica da altura dos faróis; abertura do porta-malas por um botão no painel de instrumentos ou por controle remoto, na chave do carro; porta-copos e cintos de segurança de três pontos para os passageiros traseiros.
O carro testado contava com controle de tração, um dispositivo de segurança que evita que as rodas patinem em falso. É um sistema bastante útil em dias de chuva ou em situações semelhantes, em que há risco de perda de controle devido a quedas momentâneas de aderência. Um equívoco no manual do proprietário do Focus, induzia o motorista a mantê-lo desligado (conheça detalhes nesta página).
As críticas ficam por conta do computador de bordo – que informa o consumo instantâneo e médio de combustível em litros consumidos a cada 100 km, em vez do usual km/l (quilômetro por litro) – e do acionamento manual do teto-solar. Curiosa é a abertura do compartimento do motor. Só é possível abrí-lo com a chave do carro, inserindo-a em uma fechadura oculta sob o logotipo da Ford, na grade dianteira.
O novo carro médio da Ford também apresenta uma excelente dirigibilidade. Os freios mostraram grande eficiência, com discos nas quatro rodas e sistema antitravamento ABS. A suspensão é bem macia, privilegiando o conforto em detrimento da esportividade.
Na primeira unidade do Focus disponibilizada pela Ford para avaliação, o câmbio apresentou uma falha ao se selecionar a terceira marcha. O motorista sentia um ‘‘arranhão’’ ao realizar o engate. O carro acabou sendo recolhido pela montadora para uma análise rigorosa. Um problema semelhante também foi percebido pela reportagem do suplemento de automóveis do jornal Estado de São Paulo. Já no segundo modelo oferecido pela Ford – o avaliado nesta edição – não houve indícios da falha.
No quesito desempenho, o motor Zetec Rocam 2.0 de 16 válvulas responde bem às necessidades do motorista. Com 130 cv de potência, o Focus pode atingir até os 205 km/h de velocidade máxima e acelerar de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos, segundo a montadora. O consumo na cidade gira em torno dos 9 km/l e na estrada, 14 km/l.
O Focus sedã chega ao mercado com preços a partir de R$ 36.217,00. A versão Ghia avaliada, que vem completa, custa R$ 42.998,00.

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