Focus, enfim, torna-se bicombustível
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Thiago Mossini<br> Enviado a Taubaté (SP) 
Taubaté - A Ford deu, enfim, um motor bicombustível a seu novo Focus, pouco mais de um ano após o carro ter sido repaginado. A montadora americana apresentou na quinta-feira o seu novo motor Sigma 1.6 Flex, que vai equipar, por enquanto, apenas o Focus, mas que deve ser usado em outros modelos da marca a partir do ano que vem.
O Focus novo, lançado em outubro do ano passado, tinha apenas a versão 2.0 Duratec, movido a gasolina. Na época, foi uma espécie de balde de água fria aos seguidores do carro, que esperavam uma mudança também na motorização.
O novo e moderno motor é totalmente feito em alumínio, incluindo bloco, cabeçote e cárter, o que o deixa mais leve e econômico. A preocupação com as emissões de poluentes também foi levada em conta na hora de concebê-lo.
Dessa forma, o Focus fica em pé de igualdade, principalmente em preço, na briga com seus principais concorrentes como o Volkswagen Golf, Citroen C4 e Peugeot 307 em suas versões de entrada.
Com esse objetivo, a Ford preparou uma ousada estratégia de vendas. O modelo mais básico, o GL, sai por R$ 49.900 e já vem vem praticamente completo: airbag duplo, ar-condicionado, alarme, direção hidráulica, volante revestido em couro, computador de bordo, som com 6 alto-falantes capaz de reproduzir arquivos MP3, trio elétrico, regulagem de altura dos faróis e rodas de liga leve de 16 polegadas.
Depois, vem a versão GLX, que sai por R$ 51.400 e traz como diferencial vidros elétricos traseiros, descansa-braço central e maçanetas e retrovisores pintados na cor do modelo. Por R$ 1 mil a mais o consumidor pode comprar a versão top de linha, que vem com freios ABS com controle de frenagem nas curvas.
O novo modelo também terá a seu favor os três anos de garantia sem limite de quilometragem, como já é oferecido para o 2.0. Em janeiro, conjuntamente com o hatch, chegará às 420 lojas da marca o Focus Sedan 1.6 Flex, que custará R$ 54.400 somente na opção GLX com ABS.
Fora o motor, a única alteração promovida no Focus Flex é que a direção passa a ser hidráulica no 1.6, enquanto o 2.0 utiliza sistema eletroidráulico.
A Folha testou o Focus 1.6 Flex no trecho entre Taubaté e São Paulo e a surpresa positiva foi a elasticidade do motor. Pisando fundo, ele estica as marchas até quase 7.000 rpm sem cortar o fluxo de combustível. Segundo a Ford, quando ele funciona com álcool a potência é de 115,6 kgfm a 6.250 rpm e o torque atinge os 16,3 kgfm a 4.250 kgfm, sendo que 80% da força está disponível em 1.500 rpm. Com gasolina, esses números caem, respectivamente, para 109,3 cv e 15,4 kgfm. Na cidade, saídas de valetas e lombadas podem ser feitas em segunda marcha sem problema.
Com a potência máxima atingida com o etanol, o Focus 1.6 acelera de 0 a 100 km/h em 12s5 e alcança 189 km/h de velocidade, também segundo medições da fabricante.
A Ford investiu R$ 600 milhões para a construção da linha de produção do novo motor Sigma. De acordo com o presidente da companhia para o Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, a capacidade de produção da fábrica salta para 500 mil motores ao ano.
* o jornalista viajou a convite da Ford


