Fluído de arrefecimento em dia protege o motor
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sábado, 25 de maio de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Imagine a seguinte cena: o motorista está guiando o automóvel e, de repente, o motor superaquece e acaba fundindo. Isso, sem dúvida, vai gerar gastos e dores de cabeça que poderiam ser evitados de uma maneira simples. Para evitar que o motor e as peças que o compõem sofram com um aquecimento inesperado, existe um produto químico conhecido como fluído de arrefecimento.
Basicamente esse líquido percorre a estrutura do motor por galerias internas, mantendo sua temperatura de trabalho estável. Para ser considerada ideal, essa temperatura deve variar entre 90 e 95 graus Celsius.
O técnico automotivo Everson de Souza informa que, caso essa temperatura fique abaixo da média, o consumo de combustível vai aumentar. Por outro lado, se ficar muito acima pode desencadear uma série de processos que prejudicarão peças que compõem a estrutura do motor ou até mesmo fundir a peça. Como evitar que isso ocorra?
Souza explica que, para perceber alguma alteração, o motorista deve observar o marcador de temperatura do veículo, que deve estar sempre no centro para indicar a temperatura correta. O ponteiro posicionado ali indica a variação dos 90 graus, diz. O técnico esclarece que a existência do aditivo não é a garantia de que o motor não terá problemas com aquecimento, mas auxilia em retardar o ponto de ebulição.
Em automóveis que não possuem esses marcadores, o técnico afirma que existem luzes nos painéis que indicam que algo está errado. Esses dispositivos costumam seguir a mesma lógica do semáforo e se um sinal vermelho aparecer, pode ser que algo esteja errado. A saída para esses casos é procurar por auxílio profissional para identificar o problema.
A escolha de um bom fluído também é importante. Hoje existem dois tipos desse produto no mercado. Os convencionais e os orgânicos. De acordo com Souza, a principal diferença entre eles é a durabilidade. Enquanto os convencionais ou sintéticos duram em média 10 mil quilômetros ou um ano, os orgânicos chegam a durar o dobro devido aos seus componentes.
Hoje existem muitas marcas e o mercado oferece produtos de qualidade duvidosa. Por isso, a dica aos motoristas é que observem na embalagem se ele está dentro do que prevê a NBR 13.705 e tem entre seus componentes a substância chamada etileno ou propileno glicol.
O valor de mercado do produto varia de R$ 12 a R$ 25. O maior problema de não utilizar o fluído é que ocorra o empenamento do cabeçote. O conserto para esse tipo de problema não é barato e pode ir de R$ 1 mil até R$ 3 mil. Dependendo do automóvel pode ser até mais caro que isso, saliente.
Para evitar qualquer problema pela falta do aditivo, Souza indica que o motorista procure fazer periodicamente a revisão automotiva e, ao visitar o posto de gasolina, deixar o frentista dar uma olhada no reservatório. Muitos não se utilizam desse artifício, mas os frentistas são treinados para perceber se há algo errado e podem ser de grande ajuda, orienta.
Vale ressaltar que o próprio motorista pode observar o nível do reservatório do veículo. Existe a marca que indica o nível mínimo e o motorista pode checar tudo a olho nu, diz.
O instrutor de formação profissional do Sest/Senat, André Vinícius Vieira, reforça os cuidados destacados por Souza e acrescenta que o motorista pode observar ainda a coloração do líquido. Se perder a coloração e ficar na cor cobre, é sinal de que há necessidade de troca." O instrutor informa ainda que muitas vezes os condutores compram o aditivo e deixam para diluir em casa, usando a água da torneira, mas isso não é o adequado. O ideal é que já se compre o fluído já diluído, porque esse já vem na fórmula correta, orienta.
Outra dica importante é que toda vez que for realizada a troca do aditivo, a água no reservatório deve ser esvaziada e realizada a limpeza do sistema. Por isso, o auxílio de um mecânico de confiança é interessante.


