Fit desbanca concorrência
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de julho de 2004
Mauricio Della Barba 
O Fit, misto de minivan e perua produzido pela Honda no Brasil, agradou em cheio o mercado brasileiro. Depois de ver as vendas do modelo aumentarem 790% do ano passado para cá (11 mil unidades vendidas de janeiro a maio deste ano), a montadora japonesa comemora agora a qualificação de ''Melhor Compra do Ano 2004'' concedido a pela revista especializada Quatro Rodas.
O título, que mais representa um prêmio, foi dado após uma avaliação criteriosa com 266 automóveis comercializados no País. O Fit conseguiu o feito após obter nota máxima nos seguinte quesitos: relação custo/benefício, espaço interno e acabamento interno.
As opiniões demonstradas pela revista foram novamente checadas pelo Carro & Cia durante avaliação com o modelo em Londrina. Na verdade, quem anda no carro dificilmente não sai sem elogiar o espaço que o modelo oferece. Por fora, o visual diferenciado não demonstra tal qualidade. Mas, basta entrar para ter certeza de que o Fit parece um carro médio, tamanho é o conforto e o espaço. O assoalho baixo e plano, contribui para acomodar, sem aperto, os passageiros traseiros. Os bancos, todos flexíveis, proporcionam uma ampla gama de possibilidades (mais de dez combinações, sem a necessidade de remoção dos encostos de cabeça). E as portas oferecem boa abertura, facilitando o acesso.
Ainda internamente, o Fit traz acabamento simples, mas bem resolvido. Os instrumentos (conta-giros, velocímetro e marcador de combustível), ocupam três círculos separados no painel. Quando iluminados são bem visíveis. De dia, ficam escuros e dificultam um pouco o monitoramento das funções. Um detalhe, quase imperceptível, merece elogio: junto com os indicadores de quilometragem, total e parcial, a Honda instalou um mostrador de consumo, que informa ao motorista quantos litros o carros está utilizando para rodar um quilômetro.
Na parte mecânica, o motor 1.4 Honda de 80 cv vai bem na cidade e na estrada. É um pouco barulhento e às vezes falta ''força'' nos arranques, mas não chega a deixar o motorista em apuros na hora em que é preciso ser ágil. O ponto positivo do propulsor fica por conta da economia de combustível. Na cidade, o Fit chega a fazer 9 km/l. Na estrada, esse número pode passar dos 13 km/l se o motorista não abusar no pé. O motor do Honda é um dos mais modernos do mercado e conta com duas velas por cilindro.
O pequeno Honda é o único do segmento a oferecer a opção de câmbio automático. O sistema CVT é semelhante ao utilizado pela Audi em seus carros de luxo e não gera ''trancos'' nas mudanças de marcha. O câmbio mecânico, instalado no carro avaliado, é preciso, de engates curtos e um pouco mais ''seco'' se comparado com o de outras marcas.
A relação custo/benefício também é boa. Paga-se R$ 38 mil para ter um Fit na garagem. Com câmbio CVT, o valor sobre para R$ 42 mil. O Fit traz de série ar-condicionado, air bag para o motorista, vidros, travas e espelhos elétricos. A ressalva fica por conta dos vidros elétricos, que não funcionam com a chave desligada e não se fecham com um único toque do botão.


