No final do ano passado a picape Frontier, da Nissan, completou dez anos de fabricação no Brasil. Coincidentemente, o aniversário foi no mesmo ano em que os principais concorrentes, como Ranger e S10, chegaram ao mercado totalmente renovadas.
Por isso, a marca japonesa decidiu comemorar com uma versão um pouco mais competitiva. Disponível nas versões SV Atack (R$ 105.490) e SL (R$ 126.390), a Frontier 10 anos chegou como mudanças no design do para-choque, faróis de neblina, grade dianteira e novo desenho das rodas de liga leve de 16 e 18 polegadas (na versão SL), além de frisos na cor da carroceria e logomarca "10 anos" que identifica a série no tapete e nas laterais.
Também recebeu equipamentos internos que fazem diferença no dia a dia, como ar condicionado digital dual zone, câmera de ré e chave inteligente presencial I-Key.
Outra novidade é o sistema VDC (Vehicle Dynamic Control) que, através de sensores, controla a estabilidade do veículo em condições adversas.
Para conhecer melhor essas novidades e colocar à prova o desempenho da Frontier, na última semana a reportagem da FOLHA passou um dia testando um modelo da versão SL, disponibilizado pela concessionária Nissan Nicenter.
Equipada com o motor 2.5 litros Turbo Diesel Eletrônico, de 190 cavalos de potência e 45,8 kgfm de torque máximo, a camionete proporciona uma arrancada forte e agressiva. A velocidade se desenvolve rapidamente e a transmissão automática de cinco velocidades oferece agilidade na relação de marchas. O ruído do motor e sua aceleração, para quem está dentro do veículo, é um ponto que ainda pode ser bem melhorado pela Nissan, visto que há modelos concorrentes, também equipados com motores a diesel, mas com um nível de conforto sonoro maior.
Em compensação, a versão topo de linha da picape não deixa nada a desejar no quesito conforto e espaço interno. Na frente, acomodações de primeira para motorista e passageiro e nada de aperto para quem viaja atrás.
Pegar a estrada com a Frontier SL 10 anos deve proporcionar uma viagem agradável. Em uma passagem rápida por rodovias da região foi possível ter uma ideia disso. Além do rendimento no quesito velocidade e retomadas, o motorista conta com a possibilidade de mudar a relação de marchas do câmbio automático, acionando um botão na alavanca. Essa opção reduz a quantidade de marchas, mas estica a marcha mais antes da troca, o que pode ser útil em trechos com maior necessidade de ultrapassagens. Também é possível selecionar um modo manual, que vai da primeira até a terceira marcha.
Ser um veículo estável é outra característica da picape, que se sai muito bem nas curvas em alta velocidade.

Fora da estrada
A Nissan Frontier não poderia passar o dia com a reportagem da FOLHA sem tomar um banho de lama. Por isso a picape saiu do asfalto e foi testada no terreno deveras acidentado de uma área repleta de trilhas que levam até uma antiga pedreira, em Londrina.
Ao chegar no local, a função 4x4 ainda não está acionada e mesmo assim, o veículo se mantém firme. Pelo menos até a subida se tornar mais íngreme, quando é preciso sair do 4x2.
A partir daí a picape mostra toda sua força contra buracos enormes e diferentes inclinações de solo. A suspensão trabalha bem e se o caminho se tornar ainda pior é possível contar com a função "reduzida".
Depois de tanto esforço chega a hora de um mergulho refrescante. Um pequeno lago formado pela água da chuva parece ser bem convidativo e, embora não deixe de ser um obstáculo considerável, é superado tranquilamente pela Frontier, que, mais uma vez, se mantém firme ao solo e estável.

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