Das 70 empresas que atuam no Brasil na área de equipamentos de monitoramento, por radiofrequência e via satélite, de veículos, cerca de 35 atuam de forma irregular, ou seja, sem homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A denúncia foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a Agência, todos os equipamentos de rastreamento que operam por radiofrequência devem obter a homologação junto ao órgão regulador antes de começarem a funcionar. Além da certificação dos equipamentos também é necessário a obtenção de licença do serviço de rastreamento de veículos conforme a resolução 73 que aprova o regulamento dos serviços de telecomunicações/norma 13/97 de 18/09/97, DOU em 23/09/97, que estabelece condições aplicáveis à outorga de autorização para exploração do serviço. Todo o processo de legalização pode durar cerca de seis meses.
Em ritmo crescente nos últimos anos no Brasil, os rastreadores de veículos apareceram como uma boa opção contra o roubo e furto, mas fez surgir também diversas empresas no setor. Para José Antonio Pereira Júnior, presidente da empresa homologada Crown Telecom, o custo para regularização pode ''assustar'' empresas menores. ''Nesse mercado, o que não falta são pequenas empresas e pagar R$ 30 mil pela homologação favorece a não regularização'', reitera.
O consumidor corre grandes riscos ao adquirir um equipamento não-legalizado. ''Além de não funcionar de forma adequada, quem compra um aparelho não homologado pode perder a garantia de fábrica, além do carro até, possivelmente, apresentar problemas elétricos e princípio de incêndio'', finaliza Pereira Júnior.
Segundo as empresas do setor, a média no índice de recuperação de veículos roubados e furtados varia entre 90% e 95%. Para os bloqueadores especificamente, sem nenhum tipo de serviço adicional agregado, o índice fica em torno de 85%.
Além de representar uma garantia extra ao usuário, a instalação de um equipamento de monitoramento é vista de forma positiva pelas seguradoras, que podem oferecer descontos de 5% a 40% no valor do seguro, de acordo com o veículo segurado e o sistema instalado.
No site www.cesvibrasil.com.br é possível encontrar uma listagem com todas as empresas aprovadas pelo órgão e que compõem o ranking da Fenaseg.

CONHEÇA OS TIPOS DE RASTREAMENTO

- GPS - Trata-se de um sistema de navegação via satélite. GPS é a sigla de Global Positioning System. São satélites que estão em órbita ao redor da terra, através de uma rede, em formação precisa, numa altitude aproximada 21.000 Km. Transmitem informações de tempo e distância continuamente. É o sistema com custo mais alto. Existem duas opções: GPS com celular, que divide as funções entre GPS (localização) e celular (envio de sinais para monitoramento); e GPS com satélite, que é indicada para grandes frotas. As desvantagens são o preço e a utilização apenas em locais descobertos - o sinal pode ficar comprometido em galpões e túneis, por exemplo.

- CELULAR VIA SATÉLITE + GPS: Funcionamento similar ao anterior, porém utiliza o serviço do celular via satélite, que em geral é utilizado em regiões distantes, onde não há ERBs da telefonia celular convencional. Muito utilizado em regiões remotas. Não tem restrição de cobertura, visto a boa performance do celular via satélite. É um sistema eficiente, porém mais caro.

- CELULAR ERB - Este sistema baseia-se na estrutura existente das empresas de telefonia celular. Tais empresas distribuem pela cidade, antenas com rádios transmissores para o funcionamento dos celulares, que são conhecidas como ERB. O posicionamento do veículo não é preciso, porém a velocidade de comunicação é alta e pode-se fazer uma ampla comunicação de dados, obviamente, dentro da região de cobertura das antenas celulares.

- RÁDIOFREQUÊNCIA - O rastreamento por radiofrequência utiliza antenas próprias, móveis e fixas, para monitoração de sinal criptografado emitido por um dispositivo eletrônico acoplado ao veículo, permitindo que os agentes da empresa prestadora do serviço acompanhem o sinal. A eficiência do sistema depende da rede de antes e de sua efetiva cobertura geográfica.


- BLOQUEADORES - Os bloqueadores são os mais simples. Com custo entre R$ 500 e R$ 1.000 (mais taxa de manutenção), esses sistemas permitem a paralisação do veículo à distância por meio de um aparelho instalado no próprio veículo, a maioria deles utilizando sinais de pager. Ele é capaz de bloquear o veículo, mas não de rastreá-lo.

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