O governo anunciou no final do mês passado que pretende adotar medidas para restringir prazo de financiamento de veículos, entre outros itens. O principal objetivo seria conter a expansão do crédito e evitar o aumento das taxas de juros no país, além de conter a inflação.
Além do setor automotivo, outras atividades podem ser atingidas, mas a compra da casa própria será poupada das restrições.
Como consequência dessa redução no prazo de financiamento, tornando inviáveis as formas de pagamento acima de 36 meses, as vendas de automóveis podem cair pela metade, segundo estimativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Uma simulação feita pela Associaçao Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostrou que os consumidores pagarão 41,11% a mais no valor das prestações se o prazo de financiamento for reduzido de 72 meses para 36 meses. Já naqueles em que o prazo for reduzido de 48 para 36 meses, o valor da prestação subirá 28,74%.
De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), em 2007, do total de veículos adquiridos, 72% foram financiados, sendo 30% na forma de leasing e 38% em financiamentos CDC.

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