A linha de financiamento para o setor de autopeças anunciada quarta-feira pelo BNDES, só pode beneficiar 20% das empresas do setor, porque as demais não têm condições de se inscrever por estarem inadimplentes com impostos. A informação é do presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (SINDIPEÇAS), Paulo Butori. O dirigente do setor elegiou, entretanto, a ampliação da linha de 60% para 80% do valor do investimento. Segundo ele, isto possibilitará o aumento da nacionalização das peças.
Há hoje uma grande quantidade de empresas que deixaram de pagar os impostos.
O SINDIPEÇAS vinha pleiteando ao governo linhas de
financiamento para restabelecer o capital de giro. Mas, a linha anúnciada hoje em São Paulo, prevê que somente 30% do valor financiado poderá ser usado como capital de giro. Ainda assim este capital de giro precisa estar associado ao investimento a ser feito. Butori previu que somente as grandes empresas, principalmente os fabricantes de sistemas de componentes poderão se beneficiar.
O BNDES emitiu quarta-feira uma circular para os agentes financeiros com as regras do programa de financiamento para o setor de autopeças. Pedidos poderão ser recebidos até 31 de dezembro deste ano. Os prazos de carência e total das operações serão definidos pelo agente financeiro.
A taxa de juros vai refletir TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais spread de 1% ao
ano no caso de desenvolvimento tecnológico e 2,5% nos demais casos. Os recursos visam ajudar o setor a desenvolver no Brasil, as peças que as montadoras vão deixar de importar por causa da desvalorização do câmbio.

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